Resenha: Southern Storms

04 abril 2020
Sinopse em tradução livre: Tudo o que eu queria era fugir, não esperava colidir com seus braços ...Depois de deixar para trás a vida na cidade grande para escapar do meu casamento sem amor, mudei-me para a pequena cidade de Havenbarrow para um recomeço.O que eu não esperava era me sentir atraída pela ovelha negra da cidade.Eles o chamavam de perturbado. Frio. Um homem com um passado sombrio.O que todo mundo parecia perder em Jax eram os pequenos brilhos de luz em seus olhos. Os atos aleatórios de bondade que ele realizava quando ninguém estava assistindo. O jeito que ele me fez sorrir e rir.Jax me ajudou a desempacotar a bagagem que eu carregava comigo. Ele era paciente com minha dor e gentil com minhas cicatrizes. Ele foi o silêncio durante o meu furacão.No entanto, quando nosso passado voltou a assombrar nossos dias atuais, percebemos rapidamente que às vezes as histórias de amor não terminavam como esperávamos.Às vezes, você ficava apenas com os danos da tempestade.
"If you need to run away, run away to me."
Hello pessoas, tudo certinho?!? Demorei,  mas cheguei com a resenha de Southern Storms da Brittainy C. Cherry. O livro é o primeiro da série Compass. Sou fã e babo em tudo o que Britt escreve? Com certeza!! Fecho os olhos para as possíveis falhas?? Sempre!!! Mas dessa vez vou falar uma única coisa: como me lembrei de Vergonha... SOCORROOOOO.

Comentei com a Janine e com a Dri que amoooo Disgrace, é meu livro favorito dela, mas Jax me lembrou demais Jackson em vários aspectos. Isso é ruim?? Não,  uma vez que para mim é o melhor livro, mas a contrapartida é que parece que tinha a receita pronta e usou. Esse é o único defeito. Southern Storms nos leva de volta àquela Britt que arranca nossos corações.
"I'd failed my vows, but he had failed his, too."

Resenha: O Brilho da Estrela

02 abril 2020
Sinopse História da bela Crystall Wyatt, criada num rancho da Califórnia, Estados Unidos, e que tinha o sonho de chegar ao estrelato de Hollywood. A partir dos 14 anos, os acontecimentos conspirariam para levá-la ao sucesso.

Sinopses curtas são boas, de certo modo, porque não dizem muito ao leitor. Pelo contrário, atrapalham o desenvolvimento da resenha, então serei obrigada a contar mais. Porém, é claro que você não lerá nenhum spoiler aqui. O que escreverei a partir de agora é apenas para mostrar do que se trata a história e a minha opinião sobre ela, nada mais.

O Brilho da Estrela foi escrito por Danielle Steel, uma das autoras que mais li no começo da vida adulta. Sendo assim, quando me surgiu a oportunidade de ler (ou talvez de reler, porque não me lembro se já havia lido), não hesitei.

O romance começa no dia do casamento da irmã de Crystall. A protagonista tem apenas quatorze anos, mas já se mostra uma bela mulher. Ela, diferentemente da mãe, da irmã e da avó, ama as tarefas externas do rancho, em detrimento à vida doméstica. Crystall é livre, adora cavalgar e passar horas conversando com o pai, um homem que a ama mais do que tudo.

Sorteio na Quarentena

01 abril 2020


Esses dias me peguei pensando que estamos vivendo praticamente em uma distopia, gênero literário que gosto muito. Na realidade, nunca pensei que nós presenciaríamos algo que fugisse do nosso controle. Acredito que, assim como nos livros, teremos um final feliz, basta fazermos nossa parte. Então, para estimular vocês a ficarem em casa — quem puder, é claro —, o Roendo Livros se juntou a alguns blogs amigos para presentear um leitor com seis livros muito legais!

Resenha: A Prisioneira do Tempo

26 março 2020

Ninguém se lembra do meu verdadeiro nome. Ninguém sabe a verdade sobre aquele verão. No verão de 1862, um grupo de jovens artistas liderado pelo talentoso e passional Edward Radcliffe segue para Birchwood Manor, uma bela casa de campo às margens do rio Tâmisa. O plano é passarem um mês isolados em uma aura de inspiração e criatividade. No entanto, ao fim do verão, uma mulher está morta e outra desaparecida, uma herança inestimável se perdeu, e a vida de Edward está arruinada. Mais de 150 anos depois, Elodie Winslow, uma arquivista de Londres, descobre uma bolsa de couro contendo dois itens aparentemente sem conexão: a fotografia de uma mulher de aparência impressionante, vestida em roupas vitorianas, e o caderno de desenho de um artista, que inclui o rascunho de uma grande casa à beira de um rio. Por que Birchwood Manor parece tão familiar a Elodie? E quem é a linda mulher na fotografia? Será possível, depois de tanto tempo, desvendar seus segredos? Narrada por diversos personagens ao longo das décadas, A prisioneira do tempo é uma história de assassinato, mistério e roubo, de arte, amor e perda. Entremeando cada página, há a voz de uma mulher que teve seu nome apagado da história, mas que assistiu a tudo de perto e mal pode esperar pela chance de contar sua versão dos fatos.

Pela sinopse, esse livro parece incrível, não é mesmo? E ainda tem uma autora de peso, a Kate Morton. E mais: a premissa de que, quem gosta de Lucinda Riley, gostará de A Prisioneira do Tempo. 

Porém, infelizmente não posso concordar muito com isso. O livro é bom, porém, as descrições são excessivas, assim como os narradores. Por esses motivos, a história às vezes se tornou maçante, às vezes cansativa. E também confusa, porque nem sempre eu entendia rapidamente quem estava narrando aquele capítulo (a não ser a parte da Elodie, o presente, porque sempre mostrava que era em 2017). E não achei nada de suspense, apenas um pouco de mistério.

Resenha: De Repente Uma Noite de Paixão

19 março 2020

Não há espaço para romance na vida da escritora Amanda Briars. Reconhecida no meio literário londrino, ela realiza as próprias fantasias através das personagens que cria em suas histórias de amor. Em nome da liberdade, está satisfeita em viver na solidão. Amanda só não quer completar 30 anos sem nunca ter experimentado o prazer, e a solução mais discreta é contratar os serviços de um profissional. Quando o homem aparece à sua porta, a atração entre os dois é evidente, mas, para frustração dela, ele interrompe a noite de paixão no meio e vai embora. Uma semana depois, ela o reencontra em um jantar e descobre que Jack Devlin é, na verdade, seu novo editor. Amanda fica mortificada. Porém, as lembranças daquela noite permanecem vivas na mente dos dois, e basta uma centelha para que o fogo entre eles se reacenda. Só que Jack, filho rejeitado do nobre mais notório de Londres, tem o coração endurecido e não acredita no amor, enquanto Amanda resiste ao desejo crescente em nome de sua independência. Quando o destino entrelaça suas vidas, suas convicções mais profundas entram em choque. Agora os dois precisam decidir se, depois de conhecerem a verdadeira paixão, conseguirão voltar a se satisfazer com menos que isso.

Uma combinação envolvendo romance de época de Lisa Kleypas, uma escritora e um editor de livros tem como dar errado? NÃO! Acho que foi por isso que fui com expectativas bem altas quanto ao novo romance de Lisa, porque conheço os seus outros livros de época e adorei todos. Assim, esperava mais desse! 

Como citei, não tem como uma combinação dessas dar errado, mas não foi tão bom quanto Lisa costuma ser. Claro que se tivesse uma continuação eu leria, mas não vai ganhar notas musicais máximas (risos). 

Resenha: Setembro

12 março 2020

Este livro é rico e envolvente, trata de personagens de caráter memorável e acima de tudo humanos. O cenário é a Escócia, ambiente nativo de Rosamunde Pilcher. Setembro é um mês extraordinário na Escócia. é uma época de grande agitação, com muitas festas, encontros, hóspedes e danças. Setembro é um livro para ser sentido e apreciado não somente em setembro, mas em qualquer mês do ano.

O meu primeiro contato com Rosamunde Pilcher foi seu aclamado livro Os Catadores de Conchas. Foi uma leitura maravilhosa, tanto que tenho no Kindle para reler, mas também fiz uma troca para ter o livro físico para sempre comigo. 

Contudo, a partir de então, fiz outras leituras da mesma autora, e nenhum livro me fez ter a mesma sensação que tive com Os Catadores de Conchas. Eu me lembro que li 123 páginas sem sequer levantar a cabeça, e os outros livros dela sempre deixaram a desejar, sempre faltava um pouco mais. Até Setembro.

Resenha: O Rouxinol

05 março 2020

França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país. Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte. Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.

Livros de Kristin Hannan são lindos, mas partem nosso coração. E em O Rouxinol não é diferente. Não sou de chorar fácil quando leio, mas confesso que meu coração ficou apertado em diversas partes do livro. Apertado de verdade, realmente senti uma dor física em várias cenas do lindo livro. 

A Segunda Guerra Mundial é um tema que, coincidentemente, fez parte de várias leituras minhas em 2019 e 2020. E como aconteceu em alguns deles, não foi retratada a rotina de guerra no fronte, mas o dia a dia das pessoas que lutam para sobreviver às perdas, ao racionamento, à  falta de alimento. Em O Rouxinol, tudo isso é vivenciado, e muito mais. É muito intenso, de partir o coração até dos insensíveis. Kristin tem esse poder.