Resenha: Movido pela maré

17 outubro 2018
A saga dos irmãos Quinn continua. Edição com nova capa. Ethan é um homem do mar. Dos irmãos Quinn, ele sempre foi o que, como o pai, Ray, nutria uma paixão pela costa de Maryland. Agora que Ray se foi, Ethan está determinado a transformar o negócio da família — a construção de barcos — num grande empreendimento. Em meio às suas ambições, ele irá se deparar com os desafios mais importantes de sua vida: cuidar de Seth, jovem acolhido por Ray antes de sua morte, e conquistar Grace Monroe, a mulher que sempre amou. Sob as águas aparentemente calmas da rotina de Ethan escondem-se lembranças de uma vida sombria e dolorosa. Para superá-las, ele terá de enxergar além de sua vasta tristeza, e aceitar não apenas quem é, mas quem foi. Em seu passado escondem-se a chave para seu futuro e a única chance de alcançar a felicidade.

Não sei por que, mas eu acreditava que o segundo livro dos irmãos Quinn fosse contar a história de Phillip, deixando Ethan por último. Então, reagi com surpresa quando li a sinopse deste livro. Adorei, porque Ethan é parecido comigo no sentido de apreciar as coisas boas e simples da vida, e também por conta de algo que vai acontecer no livro: sua aproximação com alguém que fez parte de sua vida toda, mas o casal só foi formado quando ambos estavam adultos, como eu e meu marido.

Bem, mas se Grace realmente quiser conquistar Ethan, ela vai precisar batalhar muito! A garota já não para (limpa casas, ajuda na pesca e ainda é garçonete em um bar, além de ser mãe e dona de casa), mas ela precisará dedicar algumas horas do seu dia para conquistar o bonitão. Afinal, ele é calmo, sempre na dele, apesar de desejar Grace desde que eram praticamente crianças.

Resenha: A Voz do Arqueiro

11 outubro 2018

Cada livro da coleção Signos do Amor é inspirado nas características de um signo do Zodíaco. Baseado na mitologia de Sagitário, A voz do arqueiro é uma história sobre o poder transformador do amor. Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar. Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde. Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda. Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar.

Várias amigas minhas já haviam elogiado bastante este livro, mas ele nunca ficou entre minhas opções de leitura porque sou relutante a livros com gostosões na capa. Porém, fiquei sem alternativa quando ele foi a leitura da vez do meu grupo literário, mas fiquei ansiosa para lê-lo por saber que era um drama, e não um romance hot, que não curto. Depois da experiência extremamente agradável de Mar da Tranquilidade, comecei a gostar de dramas, desde que não sejam muito pesados.

Bree e Archer são dois sobreviventes, com muita bagagem emocional. Ela, por não conseguir suportar a vida na cidade onde o pai foi covardemente assassinado, fugiu para uma pequena cidade do litoral, justamente onde Archer sempre morou. Seus pais e seu tio também foram assassinados de forma covarde, quando ele ainda era uma criança, e o incidente causou sequelas em sua garganta: ele não fala.


Resenha: Em Pedaços

05 outubro 2018
Sinopse: Uma garota com segredos corrosivos. Um ex-soldado com cicatrizes externas e internas. Um amor que pode salvar ambos... ou destrui-los de vez.
Aos vinte e dois anos, Olivia Middleton tem Nova York aos seus pés. Por fora, ela é a garota perfeita — linda, inteligente e caridosa — mas, por dentro, guarda um segredo terrível: um erro que a afastou das duas únicas pessoas que realmente importavam na sua vida. Determinada a esquecer o passado, ela deixa Manhattan e vai trabalhar como cuidadora de um soldado recém-saído da guerra. O que ela não esperava era que seu paciente seria um jovem enigmático de vinte e quatro anos tão amargurado quanto atraente.
Paul Langdon está furioso — com o mundo, com a vida, com o seu pai e, principalmente, consigo mesmo. Depois de sofrer na pele os horrores da Guerra do Afeganistão, a última coisa que ele quer é a companhia de uma princesinha nova-iorquina linda, mimada e irritante. A presença de Olivia parece tóxica para Paul: ela o incomoda, mas ele não consegue afastá-la, por mais que tente. 
Nessa recontagem moderna de A Bela e a Fera, Lauren Layne nos traz uma história irresistível de perdão, cura e, acima de tudo, amor.
Hello pessoal tudo certinho?!?! Vamos bater um papo sobre Em Pedaços, da autora Lauren Layne, a mesma autora de Mais que Amigos, tem resenha AQUI.

Quando Olivia comete o maior erro de sua vida ela decide que se afastar de Nova Iorque é a melhor e única opção. Ela só não sabia que assumir o compromisso de ajudar um veterano de guerra, faria com que seus paus surtassem de formas inimagináveis, a última era dando uma festa de despedida e, imaginá-la quem sabe, ganhando um nobel da paz.... sabe no melhor estilo #patricinha.

Resenha: Um amor de cinema

03 outubro 2018

Neste irresistível romance, Kenzi Shaw, uma designer fanática por filmes, é lançada nas águas turbulentas do amor — ao estilo de Hollywood — quando seu lindo ex-namorado lhe propõe uma série de desafios relacionados a comédias românticas para reconquistar seu coração. Que garota não gostaria de vivenciar a cena das compras de Uma linda mulher? É o desafio número dois da lista. Ou tentar fazer os passos de dança de Dirty dancing? É o número cinco. Uma lista, dez momentos românticos de filmes e várias aventuras depois, Kenzi se pergunta: ela deve se casar com o homem que sua família adora ou arriscar tudo por um amor de cinema?

Este livro foi uma grata surpresa. Ele foi indicado pela querida amiga Fernanda Hahne, quando pedi indicação de livros para minha sobrinha adolescente. Aproveitei para adquirir para mim também, mas não estava muito animada porque acreditava ser um romance mais infantil, e muito clichê. Que nada!

Um Amor de Cinema realmente pode ser indicado para adolescentes porque é um romance fofo, leve e divertido, mas ele é muito mais do que isto. A vida de Kenzi vira de cabeça para baixo e nós ficamos curiosos para saber onde tudo vai dar, então esse é um chick-lit dos bons. 

Resenha: Arte e Alma

28 setembro 2018
Sinopse: O novo livro de Brittainy C. Cherry mostra a necessidade de encontrar-se e valorizar o que tem mesmo quando as coisas parecem desmoronar ao redor. 
Aria Watson era considerada invisível na escola, mesmo com todo seu talento para arte; em casa era uma boa filha e irmã. Mas tudo mudou quando ela anunciou, aos 16 anos, que estava grávida. E a notícia caiu como uma bomba. Agora ela está aterrorizada e se sentindo mais sozinha do que nunca. Levi Myers mudou-se para Wisconsin para ficar com o pai, que não via desde os 11 anos. Ele precisava se afastar um pouco da mãe e passar um ano com o pai parecia uma boa ideia, mas agora Levi não tem mais certeza. Se a mãe tem problemas, o pai é pior.
Dois adolescentes passando por momentos difíceis e que, sem querer, encontram um no outro alguém que compreenda o que estão passando. Os dois estão despedaçados por dentro, cheios de cicatrizes. Mas, nas manhãs no bosque, enquanto tentam alimentar cervos, ou esperando o ônibus para escola, eles compartilham seus medos e incertezas. Levi está dividido entre o pai e a mãe e Aria precisa decidir o futuro do bebê que está gerando. Em palavras, e até mesmo no silêncio, os dois fazem um ao outro um pouco mais fortes. Apaixonar-se não era o plano, mas às vezes é difícil resistir quando alguém parece entender tão bem sua dor e solidão.
Hello pessoas, tudo certinho?!?! Hoje falaremos de mais um livro de Brittainy C. Cherry. Sim outro! Amém por isso. Arte e Alma acabou de sair pelo selo Galera Record, que é o selo Juvenil do Grupo Editorial Record.

A História de Aria e Levi, apesar de serem personagens bem jovens, é muito complexa e cheia de nuances escuras e coloridas, que nos mostram que os jovens também pasaam por tantos dilemas quanto os adultos. Esse é um dos livros mais lindos da Britt e, por vários motivos, muito especial para mim. 
"Eu precisava ser mais forte do que meus sentimentos, do que aquelas pessoas. Algumas vezes não há escolha."

Resenha: Mar da Tranquilidade

26 setembro 2018

Nastya Kashnikov foi privada daquilo que mais amava e perdeu sua voz e a própria identidade. Agora, dois anos e meio depois, ela se muda para outra cidade, determinada a manter seu passado em segredo e a não deixar ninguém se aproximar. Mas seus planos vão por água abaixo quando encontra um garoto que parece tão antissocial quanto ela. É como se Josh Bennett tivesse um campo de força ao seu redor. Ninguém se aproxima dele, e isso faz com que Nastya fique intrigada, inexplicavelmente atraída por ele. A história de Josh não é segredo para ninguém. Todas as pessoas que ele amou foram arrancadas prematuramente de sua vida. Agora, aos 17 anos, não restou ninguém. Quando o seu nome é sinônimo de morte, é natural que todos o deixem em paz. Todos menos seu melhor amigo e Nastya, que aos poucos vai se introduzindo em todos os aspectos de sua vida. À medida que a inegável atração entre os dois fica mais forte, Josh começa a questionar se algum dia descobrirá os segredos que Nastya esconde – ou se é isso mesmo que ele quer. Eleito um dos melhores livros de 2013 pelo School Library Journal, Mar da Tranquilidade é uma história rica e intensa, construída de forma magistral. Seus personagens parecem saltar do papel e, assim como na vida, ninguém é o que aparenta à primeira vista. Um livro bonito e poético sobre companheirismo, amizade e o milagre das segundas chances.

Eu não sabia quem havia me indicado este livro, mas precisei perguntar no meu grupo de leitura coletiva porque queria agradecer pela indicação. A querida Fabiély Miranda quem indicou, e eu agradeço demais a sua recomendação porque a leitura é excelente. 

Mar da Tranquilidade é daqueles livros que fazem as pessoas sensíveis chorarem. São duas histórias lindas, mas de protagonistas que perderam muito e não sabem como recomeçar. Talvez seja young adult, new adult, não entendo estas denominações, mas para mim é drama indicado para adolescentes a adultos.

Nastya não fala. É isso. Simples? Com certeza não. Até porque há alguns anos ela falava. Hoje, além de não usar a voz, ela se mudou para a casa da tia e terá de recomeçar em uma nova escola. Se a adaptação ao novo já é difícil, imagine sem voz?

Resenha: O jardim esquecido

20 setembro 2018
Uma criança abandonada, um antigo livro mágico, um jardim secreto, uma família aristocrática, um amor negado. Em mais uma obra-prima, Kate Morton cria uma história fantástica que nos conduz por um labirinto de memórias e encantamento, como um verdadeiro conto de fadas. Dez anos após um trágico acidente, Cassandra sofre um novo baque com a morte de sua querida avó, Nell. Triste e solitária, ela tem a sensação de que perdeu tudo o que considerava importante. Mas o inesperado testamento deixado pela avó provoca outra reviravolta, desafiando tudo o que pensava que sabia sobre si mesma e sua família. Ao herdar uma misteriosa casa na Inglaterra, um chalé no penhasco rodeado por um jardim abandonado, Cassandra percebe que Nell guardava uma série de segredos e fica intrigada sobre o passado da avó. Enchendo-se de coragem, ela decide viajar à Inglaterra em busca de respostas. Suas únicas pistas são uma maleta antiga e um livro de contos de fadas escrito por Eliza Makepeace, autora vitoriana que desapareceu no início do século XX. Mal sabe Cassandra que, nesse processo, vai descobrir uma nova vida para ela própria.

Escolhi este livro porque gostei de A Casa do Lago, escrito pela mesma autora. Contudo, para mim ele não começou bem. Até quase a metade do livro achei a leitura bem arrastada, e os capítulos se alternam entre presente e passado, mas o passado de vários personagens. Nós temos capítulos sobre Rose, Eliza, Hugh, Nell, Cassandra...então muitas vezes eu me confundia, não sabia de quem Kate Morton estava falando. 

Contudo, deste ponto em diante, foi um divisor de águas. E um divisor bem positivo! Quanto mais chegava ao final, mais eu queria ler e descobrir o que acontecia. E quando eu achava que o mistério tinha sido desvendando, mais situações surgiam. Foi assim até o fim. Eu queria resenhar para vocês ontem, meu dia padrão de postagem, mas ainda faltavam algumas páginas. Achava que já era mais do que suficiente para resenhar, mas ainda bem que deixei para hoje, com os agradecimentos a Naná, porque o pouco que ainda faltava foi mais fantástico, de me deixar boquiaberta.