Resenha: Solstício de Inverno

17 setembro 2020

Em Solstício de Inverno, Rosamunde Pilcher conta a história de Elfrida Phipps, que deixa Londres para construir uma nova vida em Dibton, pequena cidade em Hampshire, onde desfruta da companhia do cão Horácio e da amizade dos Blundell. Porém, uma tragédia imprevista muda a sua rotina e abala radicalmente a sua vida. Elfrida é obrigada a partir para a Escócia, e o destino, pregando-lhe uma peça, acaba por reunir à sua volta pessoas mergulhadas na solidão, na saudade, no abandono e na perda. Num casarão em ruínas, no norte da Escócia, elas irão se reunir e, ao mesmo tempo, encontrar-se a si mesmas no dia mais curto do ano - no solstício de inverno. Rosamunde Pilcher combina eloquência e compaixão para criar personagens que revelam a forma como verdadeiramente vivemos e amamos. Repleta de tragédia e renovação, Solstício de Inverno possui uma narrativa cativante repleta de emoção.

Conheci Rosamunde Pilcher por seu adorado romance Os Catadores de Conchas. É um dos melhores livros que li na vida, tanto que reli nos últimos meses, porém não tive o mesmo encanto em outros romances dela. 

Isso porque Rosamunde é bastante detalhista e precisa de muitas páginas para desenvolver bem a história, algo que somente percebi em Os Catadores de Conchas, Setembro e, agora, Solstício de Inverno.

Como você pode ver na ficha técnica no final da resenha, são 640 páginas, mas eu as li em oito dias. Isso porque faltou tempo, dá vontade de ler em dois ou três, ou seja, só fazer isso. É tão bom que o considero igualmente a Os Catadores ou até melhor. Vamos à história?

Resenha 2: Mas Tem Que Ser Mesmo Para Sempre?

10 setembro 2020

De uma forma divertida, Sophie Kinsella nos mostra que as pessoas que mais conhecemos são aquelas que também mais podem nos surpreender. Juntos há dez anos, Sylvie e Dan compartilham todas as características de uma vida feliz: uma bela casa, bons empregos, duas filhas lindas, além de um relacionamento tão simbiótico que eles nem chegam a completar suas frases – um sempre termina a fala do outro. No entanto, quando os dois vão ao médico um dia, ouvem que sua saúde é tão boa que provavelmente vão viver mais uns 68 anos juntos... e é aí que o pânico se instala. Eles nunca imaginaram que o “até que a morte nos separe” pudesse significar sete décadas de convivência. Em nome da sobrevivência do casamento, eles rapidamente bolam um plano para manter acesa a chama da paixão: de um jeito criativo e dinâmico, passam a fazer pequenas surpresas mútuas, a fim de que seus anos (extras) juntos nunca se tornem um tédio. Porém, assim que o Projeto Surpresa é colocado em prática, contratempos acontecem e segredos vêm à tona, o que ameaça sua relação aparentemente inabalável. Quando um escândalo do passado é revelado e algumas importantes verdades não ditas são questionadas, os dois – que antes tinham certeza de se conhecerem melhor do que ninguém – começam a se perguntar: Quem é essa pessoa de verdade?...”.Um livro espirituoso e emocionante que esmiúça os meandros do casamento e que demonstra como aqueles que amamos e achamos que conhecemos muito bem são os que mais podem nos surpreender.

Em agosto de 2018 eu resenhei sobre Mas Tem Que Ser Mesmo Para Sempre? Neste ano, li o livro novamente e mudei bastante o meu conceito sobre ele, inclusive aumentei minha avaliação no Skoob, então pensei em resenhá-lo novamente. Sendo assim, eis a resenha!

Resenha: Ligeiramente Casados

03 setembro 2020

À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento à sua irmã e que a protegesse "Custe o que custar!". Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém, Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele, o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo, e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então, os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados...Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.

Sou fã de Mary Balogh. Eu a conheci por sua comovente série O Clube dos Sobreviventes, que já está em seu sexto livro publicado no Brasil, mas apenas tinha ouvido falar de Os Bedwyns, coleção já com todos os volumes publicados por aqui. 

Era aquela série que eu sempre quis ler, mas acabava colocando para baixo na lista de leitura, até que Anastácia Cabo, a chefona aqui do blog, me incentivou a ler os livros para resenhá-los. Foi o empurrãozinho que faltava, juntei a fome com a vontade de comer e aqui está a resenha do primeiro livro da coleção.

Resenha: Desejo e Escândalo

27 agosto 2020

 

Mick Trewlove é o filho bastardo do duque de Hedley, mas ninguém sabe disso. Mesmo depois de se tornar um empresário de sucesso, ele ainda busca vingança contra o homem que o abandonou. E qual a melhor forma de fazer isso do que seduzir a noiva do filho legítimo do duque? Lady Aslyn está noiva do conde Kipwick, filho único do duque de Hedley, mas se vê, inesperadamente, apaixonada pelo misterioso bilionário Mick Trewlove. Durante os passeios pelos parques de Londres, ela começa a desconfiar de que algo se esconde por trás do sorriso sedutor, mas não tem certeza. Quando os segredos são revelados, uma reviravolta inesperada surpreende Mick, que terá que escolher entre manter seu plano de vingança ou ser feliz.

Quem não gosta de um bom romance de época? Eu adoro, mas ainda não tinha lido nada da Lorraine Heath. Na época do lançamento da trilogia houve bastante divulgação, então eu não perdi tempo e logo adquiri os três volumes. 

Mais tarde, coincidiu de minhas duas amigas e eu termos os mesmos livros em mãos, então decidimos que Desejo e Escândalo seria nossa próxima leitura coletiva. E nós amamos a série! O primeiro livro, este que resenho agora, é muito bom, mas eu acho que gostei mais do terceiro. 

A opinião ficou dividida entre nós três, sobre qual é o melhor, mas fomos unânimes em dizer que a coleção Sins of all Seasons é ótima, e surtamos ao saber que a Harlequin vai lançar mais volumes. Há um livro para cada irmão e, é claro, leremos todos.

Um Beijo de Inverno na Livraria dos Corações Solitários

20 agosto 2020

Um Beijo de Inverno Na Livraria dos Corações Solitários é o livro final da série A Livraria dos Corações Solitários, sobre a vida dos funcionários da livraria, um “alegre bando de desajustados”, que por uma razão ou outra desistiram do amor e, ainda assim, o encontram quando menos esperam. O Natal é a ocasião perfeita para espalhar amor e alegria... Porém, na livraria Felizes para Sempre, um improvável casal luta para encontrar o espírito natalino. Mattie, uma confeiteira brilhante, detesta a comemoração desde que teve o coração partido na véspera de um Natal. A única coisa que ela odeia mais que essa data é o insuportável Tom, que a irrita desde que ela começou a administrar o salão de chá ao lado da livraria. Mas, após uma coincidência, os dois passam a conhecer detalhes da vida um do outro que sequer imaginavam, o que faz com que alguns pontos de vista se alterem. Assim, quando Mattie e Tom são deixados no comando nos frenéticos dias antes do Natal, mesmo estando no inverno, as coisas certamente vão esquentar. Será que uma livraria cheia de romances, com uma rena em tamanho real e uma barraca de beijos, pode convencer dois ranzinzas a se apaixonar pelo Natal... e, quem sabe, um pelo outro?

Pois é, chegamos ao final de uma série maravilhosa, com capas lindíssimas, que já deixou saudades. Eu queria muito o livro do Tom, achava que ele também merecia seu final feliz, e agora que li seu livro eu fiquei querendo mais. Sempre quero mais quando a série é boa, e acho que daria para a autora fazer mais livros desse universo, apesar de que terminou bem terminadinho. E aqueceu o coração!

Quem diria que Mattie e Tom combinavam? Então, nem eles achavam isso, já que os dois se odiavam. A moça aluga o salão de chá anexo à livraria, então eles se veem todos os dias, já que Tom trabalha há cinco anos nesse comércio de livros. Só que se odeiam, como eu disse, então não conseguem ficar juntos nem por alguns minutos sem brigar.

Resenha: Um Beijo e Nada Mais

13 agosto 2020
Desde que testemunhou a morte do marido durante as Guerras Napoleônicas, Imogen, lady Barclay, se isolou em Hardford Hall, na Cornualha. O novo dono da propriedade ainda não apareceu para reivindicá-la, e ela torce desesperadamente para que ele nunca venha acabar com sua frágil paz. 
Percival Hayes, o novo conde de Hardford, não tem nenhum interesse na região distante da Cornualha, tanto que, desde que recebeu o título, nunca quis conhecer o lugar. Mas em seu aniversário de 30 anos ele está tão entediado que decide impulsivamente fazer uma visita às suas terras. Ao chegar lá, fica chocado ao descobrir que Hardford não é o monte de ruínas que imaginou. Fica perplexo também ao constatar que a viúva do filho de seu predecessor é a mulher mais linda que já viu. Em pouco tempo, Imogen desperta em Percy uma paixão que ele jamais pensou ser capaz de sentir. Mas será que ele conseguirá resgatá-la da infelicidade e convencê-la a voltar à vida?

Em cada livro da série O Clube dos Sobreviventes nós conhecemos um pouco mais sobre cada personagem desse grupo, mas podemos vislumbrar todos eles desde o primeiro livro. Sendo assim, eu estava ansiosa para conhecer a história da única mulher entre os sete, a Imogen.

Resenha: Te Devo Uma

06 agosto 2020
Uma história de amor, empoderamento e de um simples favor que faz tudo mudar para sempre. 
Fixie Farr não consegue deixar nada pra lá. Se encontra alguma coisa fora do lugar, quer logo ajeitar, se um amigo está em dificuldade, já começa a pensar em como pode ajudar… Ela sente necessidade de arrumar tudo. Tudo! Então, quando um estranho em um café lhe pede que fique de olho em seu laptop por um instante, ela não só se compromete a tomar conta do computador como acaba salvando-o de um grande desastre. Sebastian, muito tocado com o gesto de Fixie, não sabe como lhe agradecer, então pega um protetor de copo e o entrega a ela depois de escrever nele: “Te devo uma”. Fixie acha a atitude muito fofa, mas duvida que voltará a vê-lo. Até o dia em que um antigo crush da época da escola volta para sua vida e Fixie precisa ajudá-lo. Ela então recorre a Seb, mas as coisas não dão muito certo. Agora é ela quem fica lhe devendo um enorme favor, e isso gera uma troca de favores infinita que obriga Fixie a enfrentar um passado cheio de mágoas para abraçar o futuro que ela de fato merece.

Sinopse grande demais, que contou demais, mas me deu bastante liberdade para contar a vocês a maravilha que é esse livro. Ele estava há um tempão na minha lista de leitura e eu nem sei explicar o motivo, porque Sophie é uma excelente autora, que arranca risadas do mais sério leitor. 

Eu o li em uma leitura coletiva junto às minhas Amigas Fãs de Romance, Fernanda e Rosi. Era para ser a leitura do mês, para posterior debate, mas o lemos em poucos dias, porque é impossível parar de ler, depois que você começa.