Resenha: Chamas do Passado, @VREditorasBR

12 agosto 2016
Sinopse: Nash Donovan tem o corpo quase todo coberto por um enorme dragão. Seu jeito imponente de andar, a intensidade de seus olhos violeta e sua pecaminosa pele dourada garantem ao tatuador um mistério capaz de enlouquecer qualquer mulher. O bad boy não é do tipo que acredita no amor. Porém, por trás de todo o seu ar marrento, existe uma ferida que ainda está aberta.
A enfermeira Saint Ford nunca superou o bullying na adolescência e nem a dor causada por seu primeiro amor. Quando os anos de colégio acabaram, ela se mudou para outra cidade para tentar apagar as lembranças do passado. Agora, a ruiva voltou para Denver e tornou-se uma mulher encantadora e uma excelente profissional. Porém, ela ainda é insegura e não consegue confiar em homem algum.
Uma fatalidade fez com que o caminho deles voltasse a se cruzar. Somente Saint poderá curar as dores de Nash. Mas, para isso, ela deverá permitir que o calor das chamas dele derreta o seu coração. E Nash é o único homem capaz fazê-la se sentir uma mulher desejada de verdade.
Chamas do passado é um romance sobre autoaceitação e desejo. Uma história envolvente temperada com intensas cenas de paixão.

Hello pessoal, tudo beleza? Hoje vou falar para vocês de Chamas do Passado, meu livro favorito da série Homens Marcados, publicada por aqui pela V&R. Os três primeiros livros tiveram um trabalho muito legal em manter a linguagem dos personagens, O primeiro livro Na sua Pele (Rule) ficou impecável, no tanto que o personagem fala gírias e eles mantiveram isso, acho importante manter a essência do personagem. Estava tudo muito bem até chegar nesse livro, mas primeiro falarei das coisas boas, que não foram poucas.

Nash Donovan sempre foi o bad boy bonzinho, apesar de seu corpo ser tomado por tatuagens e ele sofrer constantemente com isso, ele sempre foi um cara decente. Apesar de ter sido um adolescente rebelde, ele sempre foi o apaziguador, o solidário. E agora quando ele está atravessando o pior momento da sua vida, seu passado retorna em forma de uma enfermeira linda, mas que o odeia com todas forças.

Quando você tem chamas vermelhas, laranjas e amarelas tatuadas dos dois lados da cabeça e é coberto de desenhos do pescoço até os dois pulsos, os outros tendem a achar que você não é muito legal. O engraçado é que sou muito mais legal do que a maioria dos caras que amo como se fossem meus irmãos.


Saint Ford sempre foi uma pessoa boa. Muito tímida do ensino médio, mas muito legal para quem conseguia ver além do exterior. Ela tinha uma paixão crônica por Nash. Quando seu armário da escola estava ao lado do dele começaram a se cumprimentar, a falar uma coisinha ou outra, até o dia que ele perguntou se ela estaria em determinada festa. Pra ela aquela pergunta era convite, que acabou de forma muito ruim e depois foi complementado pela pior face de Nash, o cara cruel que desrespeitava e fazia pouco caso das pessoas. Essa decepção moldou a Saint adulta.

Mal lembro de como ela era na época do colégio e não faço a menor ideia de que tipo de pessoa é por trás desse jeito profissional e pessoal de enfermeira, mas queria que ficasse do meu lado, sentia que precisava dela... Que pena que a Saint me odeia.

A vida quis que Nash visse a única pessoa que verdadeiramente o amou, sofresse com uma doença destruidora. Juntando -se a isso Phil estava internado no hospital onde Saint trabalha, então ele tinha que sempre olhar para aqueles olhos cinzas onde ele só via rejeição e raiva, e não conseguia entender. Saint por sua parte, passou a vida lembrando-se do quanto ele a magoou no ensino médio e essa mágoa perdura até os dias atuais. A única coisa que não está encaixando é que, o Nash adulto não se parece em nada com aquele adolescente desrespeitoso... O que será que ela está perdendo na personalidade dele?

Sabia que não queria nada comigo, que preferia fingir que não existo, mas não podia passar reto por ela sem perguntar o que estava acontecendo, sem ver se estava bem. Não sou esse tipo de pessoa e, mais do que isso, fiquei preocupado de verdade, queria saber por que ela estava lá fora, obviamente chateada, e por que não estava usando casaco já que estava tão frio.

A verdade é que cada encontro com Nash no hospital ou fora dele deixava Saint maravilhada com a personalidade dele e cada vez mais confusa com o tanto ele tinha mudado. Ele conseguiu convencê-la a ir ao casamento de Rule e Shaw em sua companhia, tudo estava indo bem... Mas anoite não terminou como o esperado depois disso ela sumiu... Até que num momento de desespero ela recorre a ela para resgatá-la e ele vê ai sua segunda chance.

Saí correndo pela calçada e nem olhei para trás para ver se ela tinha entrado no seu carrinho ou não. Foi uma atitude bem grossa, nunca faço esse tipo de coisa, mas aquela garota estava confundindo a minha cabeça, e eu não sabia o que fazer com aquilo tudo que estava rolando na minha vida naquele momento.

Apesar das inseguranças de Saint, Nash está disposto a mostra-la que ele pode sim, ser um cara legal e estar num relacionamento monogâmico. Mas Royal a vizinha linda faz com que ela se sinta indigna do amor de Nash por duas vezes e da segunda vez ela definitivamente decide ir embora deixando-o. Será que ela vai conseguir entender que ele está com ela porque a ama e quer tê-la em sua vida. Será que ela vai conseguir exorcizar suas dúvidas e suas inseguranças e ter uma relação plena e verdadeira com ele?

Ela tremia muito, estava com os olhos superarregalados, e suas sardas pareciam saltar daquele rosto pálido. Por causa das lágrimas, parecia que ia se despedaçar de verdade.

Pois é, esse é o livro mais lindo da série porque Nash é sim um cara muito correto e até mesmo as coisas que Saint acredita que ele tenha dito a seu respeito, são possíveis de entendimento levando-se em conta que ele era um adolescente rebelde. Para mim é o livro mais lindo da série por todo o drama familiar vivido por Nash, por toda a dúvida e insegurança de Saint.

– Quem é você, Nash Donovan? Respondi da forma mais sincera que encontrei:
– Às vezes, nem eu sei. Mas, na maioria das vezes, sou exatamente o que está vendo na sua frente, Saint. Sei que você acha que sou outra pessoa, mas posso te garantir que não sou esse sujeito. Não posso dizer que era legal nem bacana naquela época, mas também não era o que você acha que eu era.

Mas agora falando do trabalho executado pela editora, como já mencionei no início, foi um dos trabalhos mais legais que vi no mercado ultimamente, até aqui! Apesar de não ter gostado das outras capas, consigo visualizar seus protagonistas (Rule, Jet e Rome), mas o Nash que escolheram é muito, muito fora de contexto. E a primeira falha, prefiro acreditar que foi isso, traduzirem o nome do amigo dono da oficina, para “Machina” não teve nada a ver. Se tivessem deixado o “Wheeler” e colocado uma nota de rodapé, ficaria muito melhor.


O livro ganha cinco notas por que a história é belíssima, as questões de estética da edição e dessa pequena falha não serão capazes de tirar o brilho de Nash!



Ficha Técnica:
Autor: Jay Crownover
Páginas: 360
Editora: V&R
Ano: 2016
Skoob: Chamas do Passado

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