Eles eram um

07 julho 2017
Eles eram dois,
Como dia e noite, claro e escuro...eram Clara e Alberto, Paula e João e se conheceram a alguns anos atrás.

O encontro deles foi mágico, se apaixonaram, mas eram muito jovens, o período em que viveram sua história foram felizes, tudo eram sorrisos, muito tempo juntos com gargalhas muita música e banhos de chuva,
Ela uma garota alegre, de riso fácil, serelepe, que via a vida como uma brincadeira e que a cada dia descobria uma nova forma de brincar.
Ele um pouco mais sério, mas de um olhar compenetrante e sentimentos intensos.
O olhar dele fazia loucuras no estômago dela todas as vezes que se encontravam, e o sentimento dele era tão profundo que a fazia o amar cada dia mais.

Os beijos eram repletos de desejos e amor misto com a inocência de suas idades.
Certo dia o que era límpido ficou cinzento, no desejo de novas descobertas ela se perdeu e eles deixaram de ser dois.
Ele magoado com a atitude impensada dela a abandonou .
E ela sempre tão impulsiva se arrependeu, sofreu, chorou, mas seguiu em frente.
Ela, hoje uma mulher, que viveu cada dia intensamente, vivendo experiências felizes  e em determinados momentos dolorosas.
Ele, hoje um lindo homem, viveu sua vida corretamente achando seu ninho com outro alguém.
Hoje ele era dois novamente, ele tinha o seu dia, a sua Clara, a sua Paula.
Ela tinha uma mochila e suas histórias.
E em uma esquina qualquer eles se reencontraram.
Tudo pareceu certo de novo, e as borboletas em seu estômago voltaram, ele preencheu seus pensamentos com lembranças de dias mágicos e a recordou de cada detalhe maravilhoso que passaram juntos.
Tudo era tão certo para os dois, mesmo sendo errado para o restante do mundo.
E os dias de chuvas de dezembro voltaram e os beijos foram roubados, sem a inocência da infância mas sim com a sabedoria de uma vida inteira.
E voltaram a ser dois, a serem um só, e tudo foi tão intenso e todo aquele amor de anos armazenado os tomou o ar, penetrou em todas a partes do corpo dela,em cada tecido, músculo, células.
E então o medo se apoderou dos dois, o medo da partida inevitável, da separação mais que certa, o medo de um sonho tão lindo estar próximo do fim.
Os dois sabiam que cada um tinha um caminho diferente a trilhar, que os dedos agora entrelaçados logo não existiram mais.
E ele voltou para vida que escolheu pra si,e levou consigo o pedaço mais lindo dela, o sorriso fácil e a esperança nos sonhos.
E ela colocou sua mochila e voltou pra sua estrada, levando dentro dela um pedaço dele pra sempre, a certeza de que amores verdadeiros sempre valem à pena.
E eles serão para sempre um, pois carregam dentro de si o que cada um tinha de melhor.
O amor.

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