Resenha: Como Agarrar uma Herdeira, @editoraarqueiro

23 agosto 2017
Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou. Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso. A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação, que o desarma completamente.
Eu não havia lido a sinopse desse livro (geralmente faço isso, porque algumas sinopses dizem demais), então eu acreditei, erroneamente, que Caroline Trent ia acabar com Percy Prewitt, mas na verdade ela quase literalmente acabou com ele. Ou melhor, com sua vida. O pai de Percy, Oliver, era o atual tutor da moça, e ele mandou seu filho desonrá-la para que eles tivessem de se casar. Assim, ele poria suas mãos na fortuna de Caroline, que logo fará 21 anos e sairá de sua responsabilidade. Mas os planos não dão certo e a garota é obrigada a fugir, para que as consequências de seus atos não a coloquem em mais problemas. Então, ela espera anoitecer e vai embora. 

Porém, ela não contava que seu ex-tutor estava sendo espionado por conta de atividades ilegais.  Ao sair de casa, Blake Ravenscroft a aborda e a leva como sua fugitiva, acreditando que nossa protagonista é uma espiã, cúmplice de Oliver. Ele a sequestra e a faz montar em seu cavalo, facilitando a fuga de Caroline, que se mantém quieta. Afinal, ela precisa estar o mais longe possível da mansão dos Prewitt, para retornar somente em seis semanas, quando tomará posse de seus bens.

Se suas mãos não estivessem amarradas, Caroline teria batido palmas de alegria. Ela não teria conseguido fugir de modo mais eficaz de Prewit Hall nem se tivesse arranjado transporte por conta própria. Aquele homem pensava que ela era outra pessoa - uma criminosa espanhola, para ser mais precisa -, mas Caroline esclareceria tudo depois que ele a levasse para bem longe dali. Enquanto isso, ficaria calada e imóvel e o deixaria incitar o cavalo a pleno galope.

Blake a leva para sua casa e a mantém cativa dentro de um quarto. Isso era de noite, estava escuro (estamos em 1814) e eles não se viram muito bem. Contudo, quando amanhece e o guardião da suposta espiã vai encontrá-la, ambos se espantam um com a beleza do outro. Ela acredita que ele deixaria Adônis envergonhado; ele sente muito desejo, mas sabe que é errado se deixar levar por Carlotta de León, pois a espiã é ardilosa e capaz de muitas artimanhas. Era uma traidora, sem escrúpulos.

Os dias vão passando e os dois continuam na mesma situação, porque Blake está esperando alguém, um homem que conhece Carlotta. Juntos, eles seguirão adiante nos planos de acabar com a espiã. Mas é claro que, Carlotta ou não, ela mexe com ele mais do que ele gostaria. O silêncio de Caroline é quebrado quando o marquês de Riverdale a conhece e a desmascara, dizendo que ela não é quem eles procuram. Aí ela conta a verdade para ambos.

Caroline Trent sem dúvida o deixara bastante frustrado nos últimos dias, tanto intelectual quanto fisicamente, mas Blake não podia negar o crescente respeito por aquela jovem que conseguira desarmar cada tentativa dele. E o enchia de fúria saber que o homem que deveria tomar conta dela pudera tratar de um jeito tão abominável.
E Caroline acaba ficando na casa de Blake, porque, mesmo não sendo Carlotta, ela é útil para o plano que os dois homens estão traçando. Com isso, sua relação vai ficando cada vez mais intensa e é muito difícil negar o desejo. Mas ele não consegue mais ser feliz, já não ri mais, porque perdeu sua noiva em uma missão e acredita ser o culpado de sua morte. Então, ambos não podem ser felizes.

Por esse motivo, ele não se rende ao sentimento, mas também quer proteger Caroline, algo que não pôde fazer por sua noiva. Então, não aceita que ela se arrisque e vá com eles à Prewitt Hall. Acontece que sem ela, Blake e Riverdale correm sério perigo. E depois que eles saem é que ela se lembra de algo importantíssimo, de vida ou morte.

Ela desviou os olhos para o relógio de pêndulo. Eram nove e quinze da noite. Blake e James haviam partido há quinze minutos. Chegariam a Prewitt Hall em... Ah, santo Deus, chegariam bem na hora em que Farnsworth estivesse preparando o lanche. O mordomo sem dúvida não era jovem, mas também não era frágil, e tinha bastante habilidade com armas de fogo. E precisava passar bem na frente da sala de visitas ao sul no caminho entre seus aposentos e a cozinha. 
É isso, não posso contar mais. Espero ter instigado a sua vontade de ler esse livro, porque ele é excelente e deve ser lido por todos os fãs de romance, especialmente os de época. Em Como Agarrar uma Herdeira, Julia Quinn consegue ser um pouco diferente do que foi em Os Bridgertons, especialmente porque algumas situações nos prendem ao extremo por conta do suspense, mas como sempre ela está ótima. 

Eu já estou ansiosa pela continuação dessa duologia, que se chama Como se Casar com um Marquês. Chegou a vez de James ser feliz! Julia nos brinda com uma amostra desse livro, ou seja, o primeiro capítulo do próximo volume está ao fim desse romance, mas eu não quis ler para não ficar com mais vontade ainda. Sorte nossa que será lançado em breve!

A melhor avaliação que existe vai pra esse livro, claro!

Ficha técnica:
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2017
Páginas: 304

Voltarei em breve, aguarde!


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