Resenha: Para Depois Que eu Partir, @univdoslivros

07 outubro 2017

Para depois que eu partir

“ A emocionante história real de uma mãe com câncer terminal e as mensagens que deixou para a filha que não verá crescer.”

Sinopse
Com trinta e cinco anos, após ser diagnosticada com câncer de mama em estágio terminal, Heather McManamy sentiu como se sua vida estivesse desmoronando. Sua rotina virou de cabeça para baixo e foi substituída por várias cirurgias e dezenas de sessões de quimioterapia que poderiam estender um pouco mais sua vida, mas não impedir a morte iminente. Com espírito vivaz e uma nova perspectiva, Heather começou a experimentar cada dia como se fosse o último. Ela aprendeu a aproveitar cada momento, apreciar a beleza ao seu redor e agradecer por suas bênçãos. Ponderou também a respeito da jornada futura de sua filha sem a mãe e, com dignidade, fez os preparativos para isso. Heather começou a escrever mensagens comemorativas para a filha,

Brianna, com quatro anos na época. Mensagens para o seu primeiro dia de escola, para o seu aniversário de dezesseis anos, para o dia de seu casamento. Mensagens para quando as coisas estivessem indo bem e para quando não estivessem. Mensagens para quando Brianna precisasse de sua mãe – fosse dali a cinco ou a cinquenta anos – e Heather já não estivesse mais lá para lhe dar apoio.


Para depois que eu partir é a história do poderoso amor de uma mãe por sua filhinha. E as incomparáveis experiências ​​de Heather, permeadas de humor e elegância, são um lembrete para que não tomemos como certo e seguro um dia sequer.


Quando vi que essa era a história da próxima resenha me deu um desânimo. Realmente achei que não conseguiria ler. Tinha acabado de ler um romance dramático que eu amei, porém me deixou bastante abalada. Mas como tenho compromisso coloquei o desânimo de lado e foquei na leitura.
Meu coração estava super apertado com a história de sofrimento e dor dessa jovem mulher, 33 anos, mãe, esposa e amiga, e também no sofrimento de todos que a cercavam.

Ela começa contando como percebeu o caroço no seio, o susto inicial, a pesquisa que fez na internet e finalmente o diagnóstico e a cirurgia de mastectomia dupla. Pouco mais de um ano de quimioterapia depois, recebeu a notícia que o câncer era terminal.

Nesse momento eu, Marli, mulher, mãe, esposa, recebi a notícia junto com ela. Chorei(nesse momento escrevendo a resenha estou chorando), sofri e lembrei de várias pessoas que conheço e amo e que conheci que receberam essa mesma notícia.
Mas, o que vem a seguir, faz com que qualquer um queira ser igual a ela. Uma mulher forte e inspiradora.
Você deve estar se perguntando se ela aceitou a doença numa boa? É claro que não! Ela só tinha 33 anos, uma garotinha linda e um casamento feliz! Ela, como qualquer ser humano se perguntou: Meu Deus, porque eu? Logo eu? Porque isso foi acontecer justo comigo?

Como sabemos a vida segue seu curso e ficar chorando e se lamuriando, mesmo estando à beira da morte, não resolve absolutamente nada. Não é mesmo? E Heather se agarrou no pouco tempo que tinha para viver e viveu da melhor maneira que pode. Aproveitou todos os momentos com a família e amigos. E aproveitou também e fez os famosos cartões para a filha que não veria crescer. Cartões que mostrariam seu amor incondicional pela Brianna, com mensagens para vários momentos da sua vida: primeiro dia na escola, primeira menstruação, primeira bebida alcoólica, casamento e várias outras coisas.

As lições de vida que Heather nos apresenta ao longo do livro, ao longo dos seus últimos dias de vida são maravilhosos. O bom humor que sempre foi uma característica marcante de sua personalidade segue com ela em praticamente todo o livro.
Tudo muito inspirador.

Acho que a frase “é o que é “ é usada em demasia, mas é a maneira exata para descrever o câncer em estágio IV. O câncer no meu corpo é o que é e faz o que quer fazer. Eu não posso pará-lo . Eu não posso mudá-lo. Eu não posso controlá-lo . Mas uma coisa que ele não pode me impedir de fazer rir, amar e ser amada, e celebrar a vida. E certamente não pode me impedir de dançar . Posso até ter dificuldades para saltitar no hip-hop como costumava fazer, mas se “Ice Ice Baby” tocar, você seria tolo de apostar contra mim.

Selecionei alguns trechos que achei fantásticos e inspiradores, não só para quem está doente, mas para que seja usado em qualquer situação por todos.
Tomei a liberdade de nomear esses trechos.

 Viver o momento

Faça o que você puder quando puder fazê-lo. Não viva com o arrependimento de não ter experimentado alguma coisa ou de ter feito algo que sempre quis fazer , por não achar que era o momento certo.

Viva o momento. Esqueça o passado. Esqueça o futuro. Eles não importam. O que importa é o agora. Viva. Ria. Ame.

Se permita

... sempre acreditei que experimentar é viver. Veja este livro, por exemplo. Muitas pessoas na minha condição poderiam ter dito: “ Eu estou morrendo. Como posso pensar em escrever um livro?”. Em vez de ficar sentindo pena de mim mesma enquanto o Diabo Vermelho está sendo administrado na minha veia, por que não usar esse tempo para registrar os meus sentimentos em relação a isso?

Verdades

... não presuma que você conhece a  história de alguém, e não pergunte se você acha que pode não conseguir lidar com a verdade.

Você quer perguntar ou não me ouvir? Esteja preparado para minha resposta.

Esperança
(Tem um capítulo inteiro com esse nome, mas não poderia colocá-lo aqui, então selecionei duas frases.)

...esperança nunca é uma coisa boba.

... Não espere ter câncer ou alguma outra doença ou circunstância devastadora para forçá-lo a encontrar a sua esperança. Encontre-a agora. Busque raizinha de esperança em tudo o que fizer.


Heather ficou chocada com o “comércio cor de rosa” . Ela nunca foi contra a campanha de conscientização, mas ela percebeu que a campanha para a conscientização não salva as vidas dos "metsters". É preciso haver mais recursos disponíveis para a pesquisa da cura da doença.

Aqueles de nós com Mets . Nossas histórias não são bonitas, mas importam. Conscientização pode ajudar a salvar vidas. Pesquisa que resulte uma cura salvará vidas. Não a minha, mas talvez a de outra pessoa. Talvez até mesmo a de Bri. 

Outubro Rosa
Mês dedicado ao combate e prevenção ao câncer de mama.
Vamos transformar o ano em prevenção e combate ao câncer, a todos os tipos de câncer.


Prevenir é importante, mas a cura é fundamental!

Se toquem!
Façam o autoexame!
Enquanto a cura não chega vamos nos prevenir.
Leiam esse livro!


Ficha técnica:
Autores: Heather McManamy e William Croyle
Páginas: 192
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2017
Skoob: Para depois que eu partir 


2 comentários

  1. Olá Marli!!!
    Q resenha Maravilhosa!!!
    Um drama, q ao mesmo tempo é um alerta/conselho, pra todos q estão lendo!!!
    Infelizmente, não tenho estrutura, para essa história específica, pois é muito pessoal pra mim...Mas, q eu seja minoria e q muitas pessoas consigam ler e conhecer essa história!!!
    Bjs :-*

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  2. Parabéns Marli!
    Adorei os trechos. O livro me parece bem emocionante.

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