Resenha: A Busca, @grupoautentica

06 abril 2018
Sinopse:
Após uma infância cheia de traumas, tudo o que Hannah Varner deseja é viver bem longe da mãe problemática e das complicações que a irmã, Tara, despeja em seu colo. Hannah quer algo que nunca teve: uma vida tranquila. Mas um telefonema muda todos os seus planos... Tara teve um filho e desapareceu, deixando o bebê aos cuidados de Hannah. 
Desesperada, a jovem decide investigar tanto o paradeiro da irmã quanto a identidade do pai da criança. E descobre que um membro da família Travis pode ser o responsável por aquela confusão em sua vida. 
Jack Travis, um milionário de uma das mais importantes famílias do Texas, amante das mulheres e do prazer, nunca pensou que encontraria em seu escritório uma jovem irritada e extremamente sexy segurando um bebê que pode ser seu filho. 
Nesta envolvente trama, com personagens densos e uma história familiar inesperada, Lisa Kleypas nos leva a conhecer mais um membro da família Travis e a descobrir o verdadeiro significado das palavra samor e entrega . 

“Eu não deixaria que Tara fugisse disso. Eu iria encontrá-la e, pelo menos uma vez na vida, ela teria que lidar com as conseqüências de seus atos. Se isso não desse certo, eu iria encontrar o pai do bebê.”

Oi amores, hoje irei falar do novo lançamento da minha autora do coração, Lisa Kleypas, conhecida por suas séries de época, nessa série Lisa escreve romances contemporâneos, mantendo a essência que é marca registrada de sua escrita, livros com diálogos deliciosos e provocantes, mostrando uma personalidade inteligente dos protagonistas envolvidos.

A série The Travis Family lançado pelo selo da Editora Autêntica, Gutenberg, nos apresenta o terceiro livro, A Busca, que trás como protagonista central Jack Travis filho de Churchill Travis um figurão ricaço do Texas. Jack um homem inteligente, com tato indiscutível para os negócios, dono de um próprio império que construiu com seu próprio esforço e suor, independente do poder de seu pai.

Sofrido uma decepção amorosa, Jack é conhecido por ter várias mulheres, mas não possuir e nem ser possuído por nenhuma, com uma fila delas desesperadas a seus pés, nenhuma provou ser boa o suficiente, nenhuma demonstrou interesse sincero por ele como sentem por sua conta bancária.
Mas o destino trabalha de forma irônica às vezes e talvez um de seus encontros casuais o leve a mulher que será a sua salvação ou a sua completa perdição.

Hannah Varner teve uma infância traumática, tendo o pai a abandonado ainda criança, viveu sua infância a cuidar de si e de sua irmã mais nova Tara, papel que sua mãe deveria ter exercido se não fosse uma mulher tão desequilibrada, passou a vida a cuidar das loucuras de sua irmã e mãe até que por fim se viu farta dessa situação e decide as deixar para trás e tratar as próprias feridas, cuidar de si mesma. 

Com um trabalho em uma revista, tendo uma coluna onde oferece conselhos as pessoas com dificuldades em relacionamentos usando o pseudônimo de Sra. Independente, ela segue sua vida, de forma estável e equilibrada. Vive em um relacionamento com Dane há quatro anos, um homem de mente aberta que acredita que ninguém pertence a nínguem, eles vivem bem em Austin, sendo felizes  e equilibrados, sem paixão avassaladora, sem um compromisso estabelecido, sem o sentimento de pertencer,  cada um dentro de sua própria individualidade, o que para Hannah era perfeito visto à dificuldade que tinha em se relacionar com pessoas, reflexo de sua infância conturbada.

Porém um telefonema é capaz de mudar toda a vida de Hannah, quando sua mãe liga desesperada dizendo que sua irmã deixou em sua casa um bebê, um sobrinho que ela nem conhecia a existência, e pedindo que ela fosse imediatamente buscá-lo ou iria acionar o serviço social.

Sem opções e conhecendo o desequilíbrio mental de sua mãe ela segue em viagem para Houston, a cidade que a faz reviver todas as cicatrizes existentes em seu coração. Sua irmã estava grávida e ela nem soubera, agora havia deixado um bebê com a única mulher que não tinha condições alguma de oferecer nada a ele. Ela sabia o que era certo fazer, ficar com a criança e iniciar uma busca por Tara e o pai do bebê. E teria que ser ágil, pois Dane não queria um bebê em casa e ela não se sentia capaz de cuidar de uma criança, ela não desejava isso, família, filhos, estava feliz com seus planos e expectativas de vida calculada, e mais uma vez estava indo arrumar a bagunça feita pela irmã.

Chegando à casa de sua mãe ela lidou com a questão de forma prática, levando Luke com ela, até por que sua mãe há havia expulsado de casa, pois ela se negava a ser vista como uma avó.  Agora sua missão era achar um local para ela e o bebê ficarem e encontrar sua irmã e o pai do menininho lindo de olhos azuis. Com a ajuda de uma prima que morou com Tara, ela conseguiu uma lista de nomes de prováveis pais, o primeiro nome da lista entregue por Liza era Jack Travis e era por lá que ela iria iniciar.

Usando algumas técnicas inteligentes ela conseguiu adentrar o império de Jack com Luke, com a intenção de confrontar e exigir um teste de paternidade, mas que surpresa em conhecer aquele homem, alto, viril, que emanava confiança e poder, aquele tipo de homem que toma posse de uma mulher, o tipo de homem que não fazia seu tipo, mas por quem ela sentiu uma atração imediata.

O encantamento de Jack por Hannah foi instantâneo, mesmo dentro de sua simplicidade ele não deixou de vislumbrar e admirar sua beleza, ela estava ali o acusando de ter feito sexo com sua irmã e a engravidado, mas isso nunca ocorreu, mesmo assim ele se colocou disposto a ajudá-la conseguindo um lugar para eles ficarem e se dispondo a provar que não era o pai do bebê.

Hannah conseguindo por fim contato com Tara descobre que a mesma está internada em uma clinica psiquiátrica e permanecerá por três meses, período que será cuidadora de Luke, ela não pode retornar a Austin, Dane não a aceita, e estabelece que a relação aberta deles entrou em um hiato, então resta a ela se estabelecer em sua cidade natal.

O que ela não imaginava e que ela contaria com a ajuda de Jack durante sua estadia, e que essa aproximação, essa nova relação, cheia de segundas intenções e tensão sexual rondando os dois, a faria rever princípios que estavam enraizados em sua alma e coração, e descobriria que nem sempre é possível fugir do amor, mas ela seria capaz de amar um homem que tinha diversas mulheres em sua cama? Que tinha filosofias tão diferentes das dela, seria ela capaz de fazer com que um homem possessivo como Jack, aceita se a manter por perto sem firmar um compromisso?

" - Você nunca vai descobrir. Você...
Ele me beijou.
Fiquei tão furiosa que tentei acerta-lo de novo com a bolsa, mas ela caiu no chão e eu perdi o equilíbrio nos meus saltos altos. Jack me segurou e continuou me beijando, abrindo minha boca com a dele... eu senti o gosto quente e doce de seu hálito mentolado...Eu senti gosto de Jack."

Conseguiria o irresistível Jack amolecer o coração da mulher que o havia fisgado? Conseguiria provar a ela que é possível confiar e amar sem ter medo de se machucar? Que é possível ser feliz?

Mais uma vez Kleypas me fez devorar um livro em poucos dias, me envolvendo no enredo e me vendo desejar que chegue ao fim e que não terminasse jamais. Jack Travis faz com que o sonho de encontrar o homem perfeito se torne cada vez mais distante, com uma personalidade máscula, mas delicado com as pessoas em volta se preocupando com todos o torna envolvente e ficamos caidinhas por ele, e Hannah sabe mais de amor do que ela é capaz de imaginar, ela é encantadora

O livro traz a tona sentimentos de perda, abandono, amizade, confiança, cumplicidade, entrega e amor.

No encerramento conseguimos ter um vislumbre do quarto livro que espero não demore a ser lançado, a leitura de A busca foi extremamente agradável e até o momento é meu favorito da série The Travis Family, recomendo a leitura e se deixe apaixonar por um membro da família Travis.





Até logo e um grande beijo.

 Ficha Técnica:
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Gutenberg
Páginas: 288
Ano: 2018
Skoob: A Busca – The Travis Family  -  3

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