Resenha: Os 27 Crushes de Molly

04 julho 2018
Molly já viveu muitas paixões, mas só dentro de sua cabeça. E foi assim que, aos dezessete anos, a menina acumulou vinte e seis crushes. Embora sua irmã gêmea, Cassie, viva dizendo que ela precisa ser mais corajosa, Molly não consegue suportar a possibilidade de levar um fora. Então age com muito cuidado. Como ela diz, garotas gordas sempre têm que ser cautelosas. Tudo muda quando Cassie começa a namorar Mina, e Molly pela primeira vez tem que lidar com uma solidão implacável e sentimentos muito conflitantes. Por sorte, um dos melhores amigos de Mina é um garoto hipster, fofo e lindo, o vigésimo sétimo crush perfeito e talvez até um futuro namorado. Se Molly finalmente se arriscar e se envolver com ele, pode dar seu primeiro beijo e ainda se reaproximar da irmã. Só tem um problema, que atende pelo nome de Reid Wertheim, o garoto com quem Molly trabalha. Ele é meio esquisito. Ele gosta de Tolkien. Ele vai a feiras medievais. Ele usa tênis brancos ridículos. Molly jamais, em hipótese alguma, se apaixonaria por ele. Certo? Em Os 27 Crushes de Molly, a perspicácia, a delicadeza e o senso de humor de Becky Albertalli nos conquistam mais uma vez, em uma história sobre amizade, amadurecimento e, claro, aquele friozinho na barriga que só um crush pode provocar.

Se você procura um romance leve e divertido, leia Os 27 Crushes de Molly. Este livro foi indicado pela querida amiga Fernanda Hahne, para quem pedi algumas indicações de livros para minha sobrinha de 13 anos. Esta foi uma das suas recomendações, então aproveitei e adquiri para mim também. Apesar de ser um livro do universo adolescente, recomendo o romance para todas as idades, porque você vai relembrar desta fase pela qual passou, dos seus dramas, das suas conquistas, etc.

Molly é gêmea de Cassie. As duas possuem vidas pra lá de modernas: são filhas de inseminação artificial, pois possuem duas mães. Por conta disso, são bem diferentes na aparência. Mas elas também se diferem em outra coisa: Molly nunca sequer beijou, enquanto Cassie é bem resolvida: gosta de meninas e já teve algumas experiências de beijos e sexo. 

Apesar de suas diferenças, Molly e sua gêmea se dão muito bem. Até que Cassie arruma uma namorada (com a ajuda de Molly). Ela nunca havia namorado, e a partir de então Cassie passa a ter Mina como sua confidente, deixando de fazer isso com sua irmã. A solução perfeita seria Molly namorar o amigo de Mina, Will, aí todos fariam parte do mesmo grupo e as irmãs não se distanciariam mais. 

Só que Molly, como eu disse, nunca sequer beijou. Ela teve 26 crushes em sua cabeça, meninos que passaram algum tempo em sua vida, mas provavelmente nem imaginavam o interesse da adolescente por eles.

Eu nunca tentei. Nem com os que vieram falar comigo ou me deram uma brecha. Então talvez eu devesse deixar meu coração se partir, só para provar que ele pode aguentar o tranco. Ou, no mínimo, preciso parar de ser tão cautelosa. 

Enquanto sua vida segue com seus problemas, Molly vai ao trabalho. Seus chefes são bem modernos, tatuados, e eles tem um filho chamado Reid. O menino é estranho, segundo Molly, mas é um fofo e a trata muito bem. Poderia ser o 27º crush de Molly se não existisse Will em sua vida.


É engraçado. Algumas horas atrás, eu estava obcecada pelo Reid. Talvez obcecada não seja a palavra certa. Mas encontrá-lo por acaso fez alguma coisa com meus batimentos cardíacos. Quando achei que ele fosse me abraçar, quase surtei. Acho que ele não é só um colega de trabalho, foi promovido a crush. Mas, então, tem o Will. É difícil saber como interpretar essa situação. Eu sempre fui monogâmica com meus crushes, mas agora estou bem confusa. Quando fecho os olhos, é fácil imaginar Will ao meu lado. Os olhos azuis intensos e o cabelo ruivo desgrenhado, ambos brilhando ao pôr do sol. Namorar Will seria como um cinto de segurança fazendo um clique ao ser fechado. Tudo em seu devido lugar. Mina e Cassie. Will e eu. Mas o estranho é que minha mente fica voltando para os olhos castanhos e tênis brancos idiotas.
Eu não me lembro de ter colocado uma citação tão gigante como essa, em meus cinco anos de resenhista, mas eu precisava fazer isso para você entender o que se passava no coraçãozinho de nossa querida Molly. 

A notícia boa é que você vai ler neste romance as seguintes frases: 

Acho que isso significa que tenho um namorado. Sou a Molly que tem um namorado.

Portanto, leia Os 27 Crushes de Molly para descobrir o felizardo, e leia sobre homofobia, virgindade, amizades, escolhas e consequências, tudo o que cerca a vida de quem está perto de se tornar adulto. É uma história linda!

                                                               

Ficha técnica: 
Autor: Becky Albertalli
Editora: Intrínseca
Ano: 2017
Páginas: 320


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