Resenha: A Guerra que me ensinou a viver

29 agosto 2018
Sinopse: A Guerra Que Salvou a Minha Vida ganhou um lugar especial no coração dos leitores brasileiros. A história da pequena Ada — que, com seu irmão caçula, deixou para trás sua casa em Londres para escapar dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial — arrancou lágrimas, sorrisos e suspiros na mesma medida. Com o coração repleto de esperança e afeto, a DarkSide® Books orgulhosamente apresenta A Guerra Que Me Ensinou a Viver, a emocionante continuação do livro de Kimberly Brubaker Bradley. Após uma infância de maus-tratos, Ada finalmente recebe o cuidado que merece ao ter seu pé operado. Enquanto tenta se ajustar à sua nova realidade e superar os traumas do passado, ela se muda com Jamie, lady Thorton e Susan — agora sua guardiã legal — para um chalé em busca de um recomeço. Com a guerra se intensificando lá fora, as adversidades batem à porta: o racionamento de alimentos é uma preocupante realidade, e os sacrifícios que todos devem fazer em nome do confronto partem corações e deixam cicatrizes. Outra questão é a chegada de Ruth, uma garota judia e alemã, que gera uma comoção no chalé. Seria ela uma espiã disfarçada? Ou uma aliada em meio à calamidade? Mais uma vez, Kimberly Brubaker Bradley conquista com sua narrativa carregada de sensibilidade. Seu registro historicamente preciso revela o conflito armado pela perspectiva de uma criança, além de lançar luz sobre a atual crise de refugiados, a maior desde a guerra de Hitler, que já obrigou milhões de pessoas a deixarem seus lares em busca de paz. Discutindo assuntos delicados com ternura, a autora guia o leitor por uma jornada que mostra a beleza dos pequenos gestos. E, ao revelar as camadas de seus personagens, apresenta uma história sobre amadurecimento e aceitação — principalmente para Ada, que precisa aprender a acreditar. Acreditar em sua família e em si mesma. Na resiliência que vem da dor. Na superação que vem do medo. Na empatia, que reacende a humanidade. E no amor, é claro. Em sua forma mais pura e sincera. A Guerra Que Salvou a Minha Vida foi vencedor de diversos prêmios e adotado em escolas nos Estados Unidos. Agora, A Guerra Que Me Ensinou a Viver chega em uma edição capa dura e cheia de amor, como deve ser. A linha DarkLove ganhou mais um título que deixa marcado na memória que algumas heroínas salvam leitores pelo coração. Corajosa, justa e inteligente, Ada é realmente invencível.
Em primeiro lugar, parabenizo a Darkside Books novamente pela belíssima edição. A capa dura, a fita de cetim como marcador e a bela ilustração são nota mil! 

Agora é hora de agradecer a Naná, editora-chefe deste blog, pelo belíssimo presente. Ganhei os dois exemplares como carinho pela nossa amizade. Obrigada, obrigada!

A sinopse deste livro é praticamente uma resenha. Além de ser bastante completa, ela conta tudo o que eu desejaria contar para você (risos). 


Sim, o primeiro livro ganhou um lugar especial no meu coração. Eu não gosto muito de livros dramáticos, de histórias tristes, mas este é lindo, apesar de ser muito, mas muito triste. O segundo livro também não começa bem, apesar de Ada ter o seu pé operado. Ela está muito revoltada porque sua mãe foi negligente, por não ter tratado seu pé quando poderia, por ter causado todas aquelas dores e constrangimentos que quem leu o primeiro livro sabe.

Nos sapatos, meus pés pareciam idênticos. Nem dava para ver a cicatriz. 

Não passa de um monstro, com esse pé horrível. Era o que a Mãe dizia e repetia, até que eu desse tudo o que tinha para não acreditar nela. Eu nunca mais teria que ouvir aquilo. Uma súbita onda de desespero me dominou. Era só isso?, perguntei, encarando a Susan. Uns dois meses no hospital davam jeito? Eu passara a vida infeliz por causa daquele pé. 

Acontece que o mundo ainda estava em guerra. Após um acontecimento triste, mas que deu a Susan a guarda definitiva de Jamie de Ada, eles tentam recomeçar suas vidas. Seu destino é um chalé na propriedade de lady Thorton, de quem a menina não gosta muito. E as coisas tendem a piorar, porque eles estarão cada vez mais próximos da senhora. E a situação pode ficar ainda pior e perigosa quando o senhor Thorton traz para cada uma judia alemã, uma moça que não ajuda nas tarefas da casa e quase não conversa. Se ela realmente for uma espiã, a família torta de Susan corre risco.

Enfim, não tem como continuar esta resenha sem ser repetitiva com a sinopse. Algumas nos impedem de prosseguir porque são muito curtas, esta é um caso raro do oposto. Continuamos a lidar com o problema da fome, pelo racionamento; com o amor, a necessidade de união e uma tentativa bastante esforçada de confiança por parte de Ada, que não sabe ser amada porque não conhece carinho, só tapas, castigos e dor. 

Mas é claro que a autora não iria nos decepcionar. Ainda teremos muitos momentos tristes, como a morte de um amigo querido e uma doença grave na tutora das crianças, mas o amor aos poucos vai imperar nesta união improvável de pessoas que a guerra transformou em família. Tudo tende a ficar bem no final, e os personagens são guardados com muito carinho em nossos corações. 

Meu pé nunca seria perfeito, mas eu conseguia caminhar, escalar e correr. Meus sentimentos também nunca seriam perfeitos, mas estavam cicatrizados. Passei aquela noite acordada, deitada na cama, ouvindo a Maggie roncar, e pensei em todas as lutas que havia travado, em tudo o que perdera e ganhara. 
Não sei se consegui passar a você a emoção de ler este livro, que foi um momento mágico. Ele sabe ser ainda melhor que o primeiro, porque agora estamos bem envolvidos  com os personagens, e torcemos cada vez mais para que sejam felizes, da maneira que puderem. É lindo, realmente digno de sua atenção. Coloque em sua lista de leitura e não se arrependerá!

                                                                 
                                                                    

Ficha técnica:
Autor: Kimberly Brubaker Bradley
Editora: Darkside
Ano: 2018
Páginas: 280

4 comentários

  1. Ahhh....me deixou curiosa. Também anei o primeiro é já comprei o segundo que saiu, mas sempre passo outros livros na frente. Preciso colocar ele na frente logo, pois já deu pra perceber que sera tão lindo quanto a história do primeiro. Me emocionei bastante com a história e tive muita raiva daquela mãe desnaturada; já estou sofrendo por antecipação por saber que a Susan, esse anjo que apareceu na vida dessas crianças, vai ficar doente! Vamos ver se consigo encaixar essa leitura no próximo mês. Parabéns pela resenha!

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    1. Nossa, esse comentário eu não esperava! Não sabia que você tinha lido o primeiro livro, por isso não te mandei o link da resenha. Que bom que gostou! Eu também posterguei um pouco a leitura, mas amei ainda mais que o primeiro. Arrisco dizer que é ainda mais triste, mas a esperança enfim surge!

      A doença da Susan me deixou bem preocupada, tive que dar uma espiada nas páginas seguintes, confesso!

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  2. Ahhhh....agora você entende porque eu as vezes espio o final...e o meio...e o próximo capítulo! Apenas para o coração aguentar as emoções das reviravoltas. Eu li o primeiro já faz bastante tempo, acho até que vou ter que reler antes de ler esse segundo, pois não lembro dos detalhes. Mas como é um drama, vou sempre deixando para um momento mais propício. Uma hora vai, com certeza!

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    1. Às vezes é necessário kkkkk
      Eu li há mais ou menos um ano, e me lembrei de quase tudo, só não dos bombardeios mais para o final.

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