Resenha: Um Acordo e nada mais

12 setembro 2018
Embora Vincent, o visconde Darleigh, tenha ficado cego no campo de batalha, está farto da interferência da mãe e das irmãs em sua vida. Por isso, quando elas o pressionam a se casar e, sem consultá-lo, lhe arranjam uma candidata a noiva, ele se sente vítima de uma emboscada e foge para o campo com a ajuda de seu criado. No entanto, logo se vê vítima de outra armadilha conjugal. Por sorte, é salvo por uma jovem desconhecida. Quando a Srta. Sophia Fry intervém em nome dele e é expulsa de casa pelos tios sem um tostão para viver, Vincent é obrigado a agir. Ele pode estar cego, mas consegue ver uma solução para os dois problemas: casamento. Aos poucos, a amizade e o companheirismo dos dois dão lugar a uma doce sedução, e o que era apenas um acordo frio se transforma em um fogo capaz de consumi-los. No segundo volume da série Clube dos Sobreviventes, você vai descobrir se um casamento nascido do desespero pode levar duas pessoas a encontrarem o amor de sua vida.

Primeiramente eu gostaria de fazer uma introdução sobre a série Clube dos Sobreviventes. O primeiro livro, Uma Proposta e Nada Mais, foi bom, mas nem perto do segundo livro, este que resenho. Eu li Um Acordo e Nada Mais em três dias, isso que não tive muito tempo. Se tivesse, leria em um dia só. E como eu não leio sinopses, fiquei bastante surpresa com informações que descobri ao longo do romance. 

Eu lembro de Vincent, do livro anterior, mas nem tinha certeza se ele era o cego. E fiquei bastante surpresa porque Sophia foi expulsa após uma boa ação, mas que foi contra os objetivos de seus tios, que a acolheram, mas a tratavam menos do que uma criada, fornecendo pouca comida e apenas trapos para vestir. Mas vou começar do início, que é melhor.



Vincent ficou cego muito jovem, na primeira batalha da guerra que participou. Anos depois, ele herdou o título de visconde Darleigh e para mantê-lo na família, deve ter um herdeiro. Porém, por ser cego, sua mãe, avó e irmãs não o deixam em paz, estão sempre na sua mansão, querendo que ele se case e o sufocando com mimos que ele não quer. 

Ao fugir de casa para ter uns dias de sossego, Vincent vai para o campo e as famílias que o conhecem preparam uma recepção bem calorosa. Só que por trás das boas intenções também há uma família que possui uma filha em idade de se casar, e eles armam para que a reputação da moça seja maculada, assim lorde Darleigh terá de se casar com ela. Sorte dele que Sophia o salva, mas ela é expulsa por seus tios porque o plano foi malogrado. 

Vincent se sente na obrigação de ajudar a Srta. Fry, e diz que está disposto a fazer um acordo com ela. Então, argumenta o seguinte:

Proponho um casamento de verdade, Srta. Fry. E ter um herdeiro é um dever que em algum momento terei que cumprir. Se tivermos um filho, nossos sonhos terão de ser adiados, pelo menos por um tempo. Sem filho, um ano. A menos que prefira mais ou menos tempo. Mas acho que precisaríamos de um ano para nos estabelecermos como visconde e viscondessa Darleigh, de Middlebury Park.E é o que devemos fazer. Concordaria com o prazo de um ano?

Veja que Sophia está na rua, com apenas o dinheiro da passagem para Londres (valor exato, seu tio fez questão de dar apenas isto), e uma mala ridiculamente pequena. A alternativa é casar com um lorde bonito e simpático e se tornar uma viscondessa. Escolha mais fácil, impossível. E ao final de um ano, ela ainda terá sua liberdade para morar no campo, em paz.

É claro que eles não falam em sentimentos, porque acabaram de se conhecer. Contudo, com o passar dos dias o casamento vai se tornando algo muito gostoso para os viscondes. Romance clichê? Acredito que sim, porque é óbvio que os dois vão se apaixonar e ter o seu final feliz, mas a história de Sophia e Vincent é linda porque um está preocupado em proporcionar bem-estar ao outro. São dois sobreviventes, por assim dizer, e é nas fraquezas que eles encontram forças. 

Livro lindo, cuja leitura recomendo bastante. Se você, assim como eu, achou que o primeiro romance da série deixou um pouco a desejar, leia o próximo volume para mudar de ideia. Ansiosa para os seguintes!

Ficha técnica:
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 304

2 comentários

  1. Ah, que lindo! Amei a resenha e já me apaixonei pela história, só por essas poucas palavras. Eu não li o primeiro ainda, mas já tenho ele na estante, pois foi muito recomendado por amigas. E já tinha comprado esse segundo na pré venda, pois gosto dessa autora e gosto muito de romance de época. Agora só preciso decidir qual série ler primeiro, pois o da Julia Quinn ( uma das resenhas anteriores) também está no páreo!

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  2. Se você ler o primeiro e não gostar muito, peço que dê uma chance para o segundo porque vale demais a pena! Se você não gosta de esperar as continuações, deixe este para mais tarde hahaha

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