Resenha: Dando um tempo

24 outubro 2018

O aguardado novo romance da autora best-seller de Melancia e A Mulher Que Roubou a Minha Vida. Amy e Hugh vivem o que se pode chamar de casamento perfeito, e apesar de o dinheiro ser curto e o estresse ser muito, sua vida segue uma rotina confortável... até que a morte do pai e de um grande amigo desencadeia em Hugh uma intensa crise durante a qual ele decide que precisa dar um tempo de tudo, sobretudo da vida a dois, e parte rumo ao sudeste asiático, por onde viajará por seis meses. Incapaz de fazer o marido mudar de ideia, Amy sabe que muita coisa pode mudar nesses seis meses. Quando Hugh voltar — se voltar —, será ainda o mesmo homem com quem se casou? E será ela a mesma mulher? Afinal, se ele está dando um tempo do casamento, ela também está, não é?

Para mim, casamento é para sempre. Então, fiquei muito revoltada quando Hugh quis dar um tempo no relacionamento aparentemente perfeito que ele tinha com Amy. Ambos são pais de Kiara, mas ele cria a filha dela do relacionamento anterior, Neeve, e juntos eles também criam uma sobrinha, a Sophie. Então, pense comigo: muito fácil largar Amy com três moças, uma casa e um trabalho, para curtir seis meses em lugares tropicais, como se fosse um homem solteiro, não?

Tudo começou a ficar diferente quando o pai de Hugh faleceu. Ele ficou mais quieto, mais na dele, e se tornou uma pessoa estranha, se comparado ao que ele era antes. Aí, pra ajudar, um amigo dele faleceu. Foi a gota d´água. 

É claro que Amy se culpa, achando que foi algo que ela fez. A dor que a protagonista sente dói na gente, pelo menos doeu em mim. Ela fica esperando que ele volte atrás na decisão, mas com o passar do tempo ela vai percebendo que isto não vai acontecer. Aliás, nem é muito tempo, porque Hugh já esteve se programando com antecedência e sua viagem não demora muito, depois que ele revela à então esposa. Quando o dia chega, a despedida é torturante.

Então deito na cama, pronta para o trabalho, e deixo que ele me tome nos braços. Nós nos abraçamos apertado, e seus braços esmagam tanto minhas costas que chega a doer. Enterro o rosto em seu pescoço, tentando capturar o cheiro de seu cabelo, de sua pele, de seu hálito, sabendo que isso terá que me bastar pelos próximos 181 dias. Talvez para sempre. 

Afinal, seis meses são muita coisa, e Hugh com certeza voltará diferente de suas férias forçadas. Mas não se esqueça de que Amy também ficará solteira por esse tempo, e que ela pode ter alguém, se envolver com alguém até o retorno de seu então marido. 

Bom, não vou contar aqui, mas é claro que vai acontecer algo nesse período que vai colocar o casamento dos dois em cheque. E quando eles se reencontram.... ah, a sinopse não me deixa contar mais, mas é claro que ambos estão diferentes. Várias coisas acontecerão nesse período, inclusive algo ilegal vai envolver essa família, alguns vão ficar famosos, outros terão problemas que envolverão sua segurança, enfim, não vai ser fácil.

Apesar do que aconteceu, da raiva que senti no começo do livro por Hugh ter abandonado Amy, eu torci para que eles ficassem juntos no final. Não só porque os votos do matrimônio são sagrados, mas porque as circunstâncias mudaram. 

Será que o recebi de braços abertos, ou ele está livre e desimpedido? Bom, elas logo vão descobrir. 

E você também, quando ler este excelente livro. Mas fique preparado, porque só será revelado bem no final mesmo!


Ficha técnica:
Autor: Marian Keyes
Editora: Betrand Brasil
Ano: 2018
Páginas: 588

4 comentários

  1. Nossa, agora você me deixou bem curiosa. Achei que essa autora escrevesse chick lit, algo no estilo de Sophie Kinsella, mas pelo que pude perceber na resenha está mais para um drama. Não sei se gostei muito do enredo, pois, assim como você, também acredito que os laços do matrimônio são para sempre. Uma história que já começa com uma decisão por ficar separado logo no começo me deixa um pouco apreensiva. Nunca li nada dessa autora, então não tenho como traçar um paralelo sobre o seu estilo de escrita; pretendo ler, mas creio que vou deixar para um momento mais propício. Parabéns pela resenha, esclareceu bastante algumas dúvidas sobre a história. Quando for ler, já vou saber o que me espera.

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    1. As histórias da Marian são chick-lit também, um pouco parecidas com as da Sophie, mas é porque ela consegue tirar humor do drama. Realmente me doeu o coração ver o sofrimento da Amy, mas se você ler o livro talvez entenda o motivo de eu torcer para que o casal fique junto novamente, mesmo após a fuga dele. As circunstâncias mudam, e os nossos sentimentos também. Que bom que gostou, sua opinião é muito importante pra mim!

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  2. Ok, agora eu realmemte preciso ler esse livro pra entender. Ja adicionei no meu carrinho aqui 😉😉

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    1. Que ótimo! Vale muito a pena fazer as resenhas para ganhar este reconhecimento!

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