Resenha: Um amor de cinema

03 outubro 2018

Neste irresistível romance, Kenzi Shaw, uma designer fanática por filmes, é lançada nas águas turbulentas do amor — ao estilo de Hollywood — quando seu lindo ex-namorado lhe propõe uma série de desafios relacionados a comédias românticas para reconquistar seu coração. Que garota não gostaria de vivenciar a cena das compras de Uma linda mulher? É o desafio número dois da lista. Ou tentar fazer os passos de dança de Dirty dancing? É o número cinco. Uma lista, dez momentos românticos de filmes e várias aventuras depois, Kenzi se pergunta: ela deve se casar com o homem que sua família adora ou arriscar tudo por um amor de cinema?

Este livro foi uma grata surpresa. Ele foi indicado pela querida amiga Fernanda Hahne, quando pedi indicação de livros para minha sobrinha adolescente. Aproveitei para adquirir para mim também, mas não estava muito animada porque acreditava ser um romance mais infantil, e muito clichê. Que nada!

Um Amor de Cinema realmente pode ser indicado para adolescentes porque é um romance fofo, leve e divertido, mas ele é muito mais do que isto. A vida de Kenzi vira de cabeça para baixo e nós ficamos curiosos para saber onde tudo vai dar, então esse é um chick-lit dos bons. 


Vamos brincar de suposição? Imagine que você trabalha em uma conceituada agência de publicidade com seu noivo, e ambos são bem-sucedidos. Vocês acabaram de ficar noivos e estão muito felizes, pois sua família adora o homem que você escolheu para se casar. Ainda mais que isto rendeu alguns pontos para você, que vive em uma competição imaginária com sua cunhada.

Agora, sinto dizer que você está literalmente em uma vida imaginária. Afinal, nada é o que parece ser. Especialmente quando seu ex-namorado retorna para sua cidade e quer retomar o contato. Muito pior: ele vai passar vários e vários dias em sua companhia, no trabalho, pois é o cliente que pode salvar seu emprego e sua empresa da falência.

- Kenzi, um minuto. Ainda estamos esperando o dono da Carriage House... - Ele olha para a porta. - Ah, aí está ele. Eu me viro e vejo Bradley e... - Pessoal, esse é o Shane Bennett. Cuspo a água. Estou engasgada. Sufocando. A água entrou pelo lugar errado. Meu Deus, vou botar um pulmão para fora. Todos olham para mim quando me debruço sobre a mesa, sacudida por um espasmo. Levanto um dedo, pedindo para as pessoas esperarem. Não consigo parar de tossir.

Como eu disse antes, Shane é o cara que pode salvar o emprego de Kenzi, e ela nem sabia que sua empresa estava em maus lençóis. Seu chefe diz que ela tem que fazer de tudo para conseguir a conta, e ela atende o desejo de seu cliente: sair com ele, fazendo visitas em pontos da cidade, refazendo cenas de filmes de cinema. Segundo ele, é para ajudar no desenvolvimento do conceito de seu projeto. Para ela, não há problema, desde que seu noivo não saiba e que eles não ultrapassem nenhum limite.

Acontece que o clima entre os dois é inegável, todos percebem. Então, as coisas entre Kenzi e seu noivo começam a complicar, até porque ele sempre viaja a negócios e ela tem bastante tempo para passar com Shane, que passa cada vez mais tempo com ela. 

Final feliz? No fim, pode ser, claro; afinal, os livros são bastante previsíveis, mas vai demorar muito para isto acontecer. As coisas não são como parecem ser, as pessoas não são quem elas demonstram ser, e a vida de Kenzi vira um pesadelo, principalmente quando segredos do passado são revelados, se misturando ao presente, que também é escabroso. 

Descanso a cabeça no ombro de Ellie e suspiro. Toda a adrenalina de antes desapareceu, deixando em seu lugar um vasto terreno baldio. Abandonada, traída... e perdida. Estou sem direção. 

Você terá de ler Um Amor de Cinema para conhecer o final, e para saber como tudo irá se resolver. É um livro para se ler em uma tarde chuvosa, com uma caneca de chá (ou sua bebida preferida) ao lado. Adorei!


Ficha técnica:
Autor: Victoria Van Tiem
Editora: Verus
Ano: 2014
Páginas: 294

2 comentários

  1. Ah, fico tão feliz em saber que você leu e gostou!! Esse livro foi uma grata surpresa, conheci em um grupo de leitores, se não me engano. Como uma grande fã de romances e também de comédias românticas, não tinha como não gostar desse livro, que recria situações de vários filmes que eu amo. Achei o enredo super bem bolado, mesclando o romance e o drama na medida certa. É clichê? Sim, provavelmente, mas tem coisa mais gostosa do que um romance clichê? Eu sou super fã, e fico realmente feliz em saber que você gostou também, afinal, já peguei ótimas indicações aqui com você, estava na hora de poder retribuir, não é? ( aliás, estou lendo outra indicação, Um acordo e nada mais, da Mary Balogh; você fez a resenha do segundo, que já estou louca pra ler, mas precisei pegar o primeiro volume antes e estou amando). Adorei a resenha, deu um panorama bem geral da história e espero que mais pessoas possam se deliciar com esse romance gostosinho. Parabéns pelo trabalho de sempre! Abraço!

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    1. Siiiiim, os clichês são lindos quando são bem escritos, e este é bem assim!
      Não é a primeira indicação sua que elogio na resenha, fazemos isto muito bem uma para a outra!

      Que ótimo que começou a coleção da Mary Balogh, o segundo é fantástico! Tem que ler na ordem mesmo, porque é uma continuação.

      Obrigada pelo carinho!

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