Resenha: O Caminho para casa

17 janeiro 2019
Durante 18 anos, Jude pôs as necessidades dos filhos em primeiro lugar, e o resultado disso é que seus gêmeos, Mia e Zach, são adolescentes felizes. Quando Lexi começa a estudar no mesmo colégio que eles, ninguém em Pine Island é mais receptivo que Jude. Lexi, uma menina com um passado de sofrimento, criada em lares adotivos temporários, rapidamente se torna a melhor amiga de Mia. E, quando Zach se apaixona por ela, os três se tornam companheiros inseparáveis. Jude sempre fez o possível para que os filhos não se metessem em encrenca, mas o último ano do ensino médio, com suas festas e descobertas, é uma verdadeira provação. Toda vez que Mia e Zach saem de casa, ela não consegue deixar de se preocupar. Em uma noite de verão, seus piores pesadelos se concretizam. Uma decisão muda seus destinos, e cada um deles terá que enfrentar as consequências – e encontrar um jeito de esquecer ou coragem para perdoar. O Caminho Para Casa aborda questões profundas sobre maternidade, identidade, amor e perdão. Comovente, transmite com perfeição e delicadeza tanto a dor da perda quanto o poder da esperança. Uma história inesquecível sobre a capacidade de cura do coração, a importância da família e a coragem necessária para perdoar as pessoas que amamos.

Imagine o seu primeiro dia no Ensino Médio. Foi fácil? Para a maioria de nós acredito que não tenha sido, mas certamente tinha tudo para ser péssimo para Mia e também para Lexi. Mia é gêmea de Zach, o garoto popular da escola, mas ela vive isolada de todos. Então, passa os intervalos para almoço lendo no gramado afastado do refeitório. 

É para lá que Lexi vai, a garota que recebeu a oportunidade de morar com uma tia-avó, após vários anos de adoção em lares de outras pessoas. Sua mãe, uma drogada, sempre pedia o direito de ter sua filha de volta, então a  menina saía dos lares onde estava vivendo bem, mas logo sua mãe colocava tudo a perder novamente. 

Lexi e Mia fazem amizade instantaneamente, apesar de ambas fazerem parte de mundos diferentes. A família de Mia é rica, seus pais são adoráveis e sua mãe vive exclusivamente para os filhos, para suas vidas e para que cursem a faculdade de seus sonhos, juntos. 

Lexi mora com a tia idosa em um estacionamento de trailer, e sua moradia precária ainda por cima é alugada. Elas passam necessidades e a garota trabalha em meio período na sorveteria, para ajudar em casa e também para juntar dinheiro para, quem sabe, cursar a faculdade comunitária. 

Mas com a amizade entre as meninas, a vida de Lexi tende a mudar, especialmente porque ela e Zach se apaixonam. Ela hoje é feliz e faz parte de um grupo, mas mesmo assim ela sabe o seu lugar, como sua tia não cansa de avisar.

Tem mais uma coisa: a Mia e o irmão dela não são iguais a você. Aqueles dois têm escolhas que você não tem. E terão oportunidades e brechas que você não terá. Entende o que estou dizendo?

Mas, como impedir uma adolescente de sonhar? A vida dela era difícil, mas ela tinha um namorado e uma amiga, e eles estavam no Ensino Médio, onde festas eram extremamente comuns. Bem, eu digo o que pode impedi-la: uma terrível tragédia, que abalou meu coração e me fez pensar várias e várias vezes na injustiça, já que aconteceu na semana em que os gêmeos receberam a notícia de que iriam para a sonhada faculdade.

Eu não contarei a você, é claro, mas é algo que mudará drasticamente o presente e o futuro de nossos personagens. São muitas páginas relatando o sofrimento, principalmente o de Jude, que talvez jamais se recupere. 

Andou pelas salas, subiu e desceu pelos corredores iluminados, mas não tomou conhecimento de nada. Não aguentava mais ficar sentada ao lado de Zach, não conseguia falar com o Jules, não podia ir ver a Mia. Sua existência se definia pelo que ela não podia fazer nem ter. Então Jude se mantinha em movimento, soluçando de tempos em tempos e apertando na mão lenços descartáveis que se transformavam em bolos úmidos e cinzentos.

Nossa, só de pegar o livro para fazer a resenha e ler os trechos selecionados, já me aperta o coração novamente! Kristin é autora de romances dramáticos, mas neste ela pegou pesado com o nosso emocional (risos)!

Então, queridos, se preparem para ler um romance emocionante, que fala sobre amor, amizade, perdas, e principalmente sobre o perdão. Afinal, somente por ele será possível recomeçar. É um romance lindo, o segundo que li em 2019, e que já foi favoritado. 

Agradeço imensamente, mais uma vez, a minha amiga Fabiély Miranda, pois ela me presenteou com esse fantástico livro no amigo secreto do nosso grupo literário. E agora um recadinho para as meninas do Espresso das Três: este livro provavelmente será colocado em todas as minhas sugestões de leitura do ano, porque quero muito que vocês sofram comigo, a história é linda demais!

Ficha técnica: 
Autor: Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
Páginas: 352
Ano: 2017

8 comentários

  1. Já quero! Li o Rouxinol da autora e amei, acredito que vou amar esse também. Resenha linda.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O Rouxinol está no meu Kindle já, estou ansiosa para ler esse, pois dizem que é o melhor livro da Kristin. Beijos.

      Excluir
  2. Parabéns pela resenha amiga , só de ler essas palavras já estou co o coração apertado, pois sou muito chorona. Não vejo a hora de poder ler esse livro, ansiedade tá grande é minha curiosidade maior ainda. Beijinhos até o próximo encontro.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é, Rosana, o coração fica apertado mesmo, a Kristin foi malvada com a gente kkkk

      Recomendo muito que leia, vou sugerir no nosso grupo até que saia uma leitura tao boa quanto. Beijos e até sábado.

      Excluir
  3. Amiga, fiquei chocada com essa história.
    Quero muito saber o desfecho, vamos fofocar demais sobre livro ainda.
    Amei sua resenha, como sempre!

    Beijos da Cris
    @ficavaiterleitura

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Então, o desfecho é bastante surpreendente, porque não vai ser fácil para os personagens, eles precisam aprender muito sobre a vida, especialmente sobre o perdão. E você sabe como não é fácil, né? Recomendo demaaaais! Beijos.

      Excluir
  4. Quando você comentou sobre a leitura desse livro fui obrigada a pegar minha edição pra reler o final, pois não lembrava dos detalhes. Mas foi so ler o último capitulo e a história veio toda na.minha cabeça. Amei esse livro, me emocionou em diversos momentos; chorei, sorri, vibrei, como em geral acontece nos livros dessa autora. Esse foi o primeiro livro dela que li, me apaixonei por sua escrita e ja comprei todos os outros, so falta ler. Mas esse por enquanto esta no rol dos favoritos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. A Kristin tem um jeito muito peculiar de nos emocionar, de mexer com as nossas emoções profundamente, e de todos os que li, esse foi o que mais mexeu comigo. Ganhou o primeiro favorito de 2019, mas neste ano certamente lerei outros dela.

      Excluir