Resenha: Tudo Que A Gente Sempre Quis

25 abril 2019
LIVRO DE ESTREIA DA EMILY GIFFIN NA ARQUEIRO, TUDO QUE A GENTE SEMPRE QUIS RETRATA QUESTÕES QUE ENVOLVEM BULLYING, FEMINISMO, FAMÍLIA E LEALDADE. Emily Giffin é autora de sete romances best-sellers do The New York Times, traduzidos para 35 idiomas, com mais de 11 milhões de exemplares vendidos. Casada com um membro da elite de Nashville, Nina Browning leva a vida com que sempre sonhou. Recentemente, o marido ganhou uma fortuna vendendo seu negócio de tecnologia e o filho adorado foi aceito em Princeton. No entanto, às vezes Nina se pergunta se ela se afastou dos valores com que foi criada em sua pequena cidade natal. Tom Volpe é um pai separado que se divide entre vários empregos para criar a filha, Lyla. Ele finalmente começa a relaxar depois que a menina ganha uma bolsa de estudos na escola de maior prestígio de Nashville. Filha de uma brasileira e de origem menos abastada, Lyla nem sempre se encaixa em meio a tanta riqueza e privilégios, mas, na maioria das vezes, ela é uma adolescente típica e feliz. Então uma fotografia, tirada em um momento de embriaguez em uma festa, muda tudo. À medida que a imagem se espalha, as opiniões da comunidade se dividem. No centro das mentiras e do escândalo, Tom, Nina e Lyla são forçados a questionar seus relacionamentos mais íntimos, percebendo que tudo que sempre quiseram talvez não fosse tão perfeito assim.

Eu nunca havia lido nada desta autora, mas logo nas primeiras páginas vi que o livro prometia. E como! Não vou colocar como favorito por conta de um detalhe no final, mas certamente fará parte dos melhores livros de 2019. Cheguei até a sonhar com os personagens (risos). 

Imagine que você é mãe de filho exemplar, e que você acabou de saber que ele foi aceito em Princeton, uma das faculdades mais prestigiadas dos Estados Unidos. Quanta alegria! Mas aproveite para comemorar muito, porque a emoção durará pouco. Afinal, Finch pode ser suspenso da escola onde cursa o terceiro ano, por conta de um ato impensado que poderá manchar sua reputação também na faculdade.


Vamos imaginar novamente? Agora você é pai de uma garota de dezesseis anos, e você a cria sozinho. Ao contrário de Finch, que mora em uma mansão e tem tudo o que o dinheiro pode comprar, você se esforça para sustentar a casa e a filha, e tem dois empregos para dar conta de tudo. E faz isso sozinho, porque a mãe de sua filha desapareceu  durante a noite, há muitos anos.

Os caminhos dos dois jovens e de suas famílias vão se encontrar bem no começo do livro, e de uma maneira bastante desagradável. Lyla sofrerá as consequências do ato impensado de Finch, mas a bobeira dele, cometida em apenas alguns segundos, mexerá com a vida de várias pessoas, e envolverá algumas famílias. Uma pessoa correrá risco de vida, inclusive.

Uma brincadeira racista. Você fotografou uma menina seminua e desmaiada, depois fez uma piada racista com ela. 

O livro de Emily aborda temas delicados de forma excelente, que nos envolve e nos faz ler muito de uma vez, para conhecermos logo o final. Eu o li em quatro dias, e só não li em menos tempo por conta de compromissos. Porque dá vontade de ler tudo de uma vez!

Pois bem, não quero entrar em mais detalhes, porque você deve saber que odeio contar demais, só que preciso explicar porque o livro não entrou nos meus favoritos. Como eu disse, algumas famílias sofrerão as consequências dos atos impensados de Finch, mas a dele será a mais prejudicada, como não poderia deixar de ser. Final justo, e não foi feliz, mas foi merecido para ele, porém não gostei muito do final de Nina. 

Pensei no tempo perdido com coisas triviais que se tornaram tão importantes para a minha vida. Reuniões, festas, almoços, academia, salão de beleza, jogos de tênis no clube e, sim, até mesmo alguma obra assistencial realmente útil. Mas com que finalidade? Que importância tinha tudo isso agora? O que poderia ser mais importante do que arrumar tempo para conversar com meu filho sobre respeitar as mulheres e as diferentes culturais e etnias? 

Ela é a mãe de Finch, e a coitada surta quando percebe que pode ser a culpada, já que erros na educação do filho podem ser percebidos, e sua vida sofre uma reviravolta. Eu gostei da reviravolta, mas poderia ter acontecido um pouquinho melhor do que aconteceu. Só por isso. Eu gostaria que ela tivesse outro final, um ainda melhor, mas foi um bom final, então está bom.

Ficha técnica:
Autor: Emily Giffin
Editora: Arqueiro
Ano: 2019
Páginas: 304

10 comentários

  1. Acabei de comprar e estou doida para iniciar essa leitura. Adoro a escrita da Emily e soube que está ainda melhor nessa história. Ótima resenha!

    Fabi | @acervoencalhado

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  2. Eu adorei este livro e provavelmente vou procurar outros dela para ler. Qual você me recomenda?

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  3. Que ótimo, anotei sua sugestão. Muito obrigada!

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  4. Oie, tudo bem? Não conhecia a autora mas a temática parece ser super interessante e adorei ter uma brasileira em meio aos personagens, é raro ver isso. Fiquei com vontade de ler o livro graças à sua resenha (só pra variar, rsrs). Beijo!

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    1. A brasileira é a mãe da protagonista, e apesar de não ser um bom exemplo na história, é interessante ter uma conterrânea em meio a um excelente romance. Beijos!

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  5. Oi Fernanda! Adorei sua resenha e fiquei curiosa por esse livro repleto de temas difíceis de serem abordados de forma leve. Também gosto da parte da educação do adolescente, que pode ter levado à prática do ato que inicia o livro. Já quero ler. Beijos. Karla Samira

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    1. É muito complicado abordar temas como bullying, estupro, valores, de forma leve, né? Eu adorei este livro e superindico! Já adquiri outros da Emily por conta dele!

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  6. Eu amo esse livro! Eu amo essa autora. Estava a muito tempo esperando por esse livro no Brasil, quando saiu eu larguei minhas outras leituras. Sobre o livro não me decepcionou em nada! MARAVILHOSO

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    1. Verdade, Leticia, não decepcionou mesmo! Eu não conhecia a autora nem seus livros, então comecei bem sem expectativa, mas já adquiri vários livros dela depois que li esse. Obrigada pelo seu comentário!

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