Resenha: A Dama Mais Desejada

16 maio 2019
PRIMEIRO VOLUME DA DUOLOGIA "A DAMA MAIS...". Três das estrelas mais brilhantes dos romances de época convidam você para uma festa na casa de campo do ilustríssimo marquês de Finchley. Hugh Dunne, o irresistível conde de Briarly, precisa de uma esposa. Para ajudá-lo, sua irmã convida as mais elegantes damas da sociedade, assim como alguns cavalheiros, para uma festa em sua propriedade. A reunião inclui a incrivelmente bela (e dolorosamente tímida) Gwendolyn Passmore, a sincera e adorável Katherine Peyton e a viúva lady Georgina Sorrell, além de alguns condes e até um arrojado herói de guerra. Durante o evento, que promete ser o grande acontecimento da temporada, Hugh terá tempo suficiente para eleger a dama que mais deseja. A não ser que outro cavalheiro seja mais rápido. Nesse caso, quem sabe ele acabe cortejando uma moça que definitivamente não está no mercado casamenteiro, e que vai exigir uma boa dose de perseverança...

 Tudo que Julia Quinn publica, eu leio. Então, com A Dama Mais Desejada, não poderia ser diferente. Mesmo que ela tenha publicado este livro com outras duas autoras (uma que não curti muito e outra que não conhecia), não poderia deixar de ler e passar o romance na frente de MUITOS outros. Afinal, Julia é Julia haha.

O livro começa com Hugh, conde de Briarly, dizendo para sua irmã, lady Finchley, que ele quer se casar para produzir um herdeiro. Carolyn, como toda casamenteira que se preze, logo inventa uma ocasião para que seu irmão consiga uma pretendente, já que o homem só pensa em cavalos e odeia frequentar a sociedade: ela organiza uma semana de eventos em sua casa de campo, e também faz uma lista de possíveis futuras cunhadas, entre elas Gwendolyn Passmore e Katheryne Peyton.

O evento é envolvente, como geralmente acontece em um bom romance, e logo ficamos entretidos com os personagens. Rapidamente, dois casais se formam, e os capítulos referentes a eles são muito bonitinhos, principalmente a história de Katheryne. Mas, para mim, o melhor ficou por último, o final feliz de Hugh.


Pelo que a capa nos mostrou, as três autoras trabalharam juntas na história, mas acho que Julia forneceu mais contribuição nos últimos capítulos. Afinal, a história do conde de Briarly se assemelha bastante ao meu volume preferido de Os Bridgertons, O Conde Enfeitiçado. Portanto, é correto dizer que gostei mais do último casal, logicamente. 

Sinto dizer que Julia já não escreve como antigamente, em minha opinião. É claro que A Dama Mais Desejada é muito bom, afinal, mesmo o pior livro dela ainda é bom, e obviamente não é este o caso, mas faz tempo que a autora não lança romances tão bons quanto Os Bridgertons. 

Mais Forte Que o Sol foi uma agradável surpresa, assim como Uma Dama Fora dos Padrões e Um Marido de Faz de Conta, e agora voltamos aos livros não tão bons dela. É claro que lerei o próximo volume da duologia, pois a autora está longe de sair das minhas graças, mas confesso que espero mais dela. E sozinha, pois Julia não precisa de outras autoras para lançar livros. Ela é, de longe, a melhor.

Peço desculpas a vocês por não colocar trechos do livro, como gosto de fazer, mas troquei meu Kindle esta semana e as citações ficaram no dispositivo anterior, que perdeu o registro e as deletou. É a segunda resenha consecutiva sem citação, mas prometo mudar isso nas próximas, pois é algo que me incomoda. 

                                                           

Ficha técnica:
Autor: Julia Quinn, Eloisa James e Connie Brockway
Editora: Arqueiro
Ano: 2019
Páginas: 272

6 comentários

  1. Ah, eu adoro esses romances! Geralmente acalentam o coração da gente de uma forma preciosa e nos envolvem com uma naturalidade fascinante, mas não sou chegada em livros escritos por mais de um autor (trauma criado por Never Never da CoHo). Tenho alguns livros da Julia na estante e sua escrita me atrai, além disso, você citou o Mais forte que o Sol que é um que está na minha lista de desejos... ele é bom? :)
    Beijos.

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    1. Mais forte que o sol foi uma surpresa mais que bem-vinda, porque achei Mais lindo que a lua bem mais ou menos. Este é como os livros da Julia de antigamente: como você citou, que acalentam o coração. Beijos!

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  2. Oi Fernanda! Também adoro a Júlia e concordo que ela não precisa de outros autores para escrever uma grande história. Adorei saber desse romance, mesmo sabendo que não pode ser comparado em sua totalidade aos Bridgestones. Quanto às citações, que pena que você as perdeu! Eu também detesto quando acontece comigo, mas nas próximas semanas tenho certeza de que irão se regularizar com o novo dispositivo. Beijos! Karla Samira

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    1. Pois é, menina, uma tristeza, pois sempre que leio já penso em vocês e separo os destaques. Salvou o livro no novo dispositivo, mas perdi as citações. De agora em diante, espero que isso se resolva, porque sinto que os trechos fazem a diferença! Beijos.

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  3. Já comprei esse livro, pois também sou fã da Julia. Mas confesso que não ando lendo muito meus romances de epoca da estante, tenho várias séries e duologias inacabadas. Ao menos pra mim isso é coisa de momento, tem vezes que não me da vontade de embarcar num romance de época, acabo preferindo os contemporâneos. Mas, na hora certa pretendo ler os que faltam, pois sempre acabo curtindo muito os livros da Julia. Dessas outras autoras eu so conheço a Eloisa, de quem li apenas um livro, mas não curti tanto. Estou curiosa pra saber como foi essa experiência, juntando três autoras diferentes.

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    1. Então estamos juntas nessa, porque também não curti muito o livro da Eloísa que li. É mais fraco esse em comparação aos outros, mas ainda assim é bom.

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