Resenha: Desencontros à beira-mar

30 maio 2019
DESENCONTROS À BEIRA-MAR FAZ PARTE DE UMA NOVA COLEÇÃO DE ROMANCES DA EDITORA ARQUEIRO, “ROMANCES DE HOJE”. O amor está no ar na pequena cidade litorânea de St. Carys – mas à primeira vista nem dá para saber, pois seus habitantes são mestres em esconder os próprios sentimentos. Após perder a hora, Clemency é a última a entrar no avião, frustrando os planos do belo passageiro que esperava viajar ao lado de um assento vazio. Durante o trajeto, ela percebe que o simpático estranho tem tudo para ser o amor de sua vida. Mas só não conta com um pequeno detalhe: ele é casado. Três anos depois, Clemency está morando em uma casinha aconchegante perto da praia para focar na própria carreira. Tudo segue na mais perfeita ordem quando o homem apaixonante do avião, Sam, reaparece, porém não do jeito que ela gostaria: ele agora está namorando justamente sua meia-irmã, Belle. Tentando esconder os sentimentos, Clemency convence Ronan, o melhor amigo, a embarcar em um plano maluco, fingindo um relacionamento amoroso com ela. E é aí que os desentendimentos e a confusão começam. Enquanto o sol esquenta a areia e o mar turquesa cintila, uma verdade fica clara: segredos enterrados sempre acabam vindo à tona.

Começo esta resenha dizendo que odiei a sinopse. Ainda bem que não a li, porque teria perdido toda a graça, para mim. Por que dizer que Sam é casado? E que após três  anos ele retorna à vida de Clem, como namorado de sua irmã? Desnecessário!

Tirando isso, Desencontros à beira-mar é uma linda história, a qual recomendo que você leia. Ela se passa em uma cidade litorânea, logicamente, naqueles lugares para os quais a gente deseja ser transportado. 

Em St. Carys, conhecemos várias pessoas queridas, como Marina, a simpática pintora de turistas; Clemency e Ronan, amigos inseparáveis e colegas de profissão: corretores de imóveis; Sam, o moço do avião, que comprará um apartamento na cidade, após se tornar namorado da então chata e arrogante Belle, irmã postiça de Clemency; Josephine, mãe adotiva de Ronan; Verity, a vizinha fitness de Clem; e Kate, a eficiente entregadora de correspondências. 


Bom, como a sinopse mesmo disse, a conexão entre Sam e Clem no voo foi incrível, mas ele era casado. Três anos depois, ele reaparece como namorado de Belle. E pior: mesmo que o namoro não dê certo, o que parece estar longe de acontecer, uma promessa faz com que ele seja inacessível a Clemency, para sempre.

E foi isso:  fizemos um pacto e o seguimos desde então e sempre seguiremos. Meus namorados são cem por cento proibidos para a Clem e vice-versa. É bem legal, não é? - Ela apertou Clemency de novo. - Saber que podemos confiar tanto assim uma na outra. 
Não é nada legal, porque a atração entre Sam e Clem continua. E Belle se torna arrogante demais, porque sua irmã sequer tem namorado, quanto mais um bonito e perfeito como Sam. É aí que Clemecy tem a ideia de pedir a Ronan para ser seu namorado de mentira, por duas semanas que se tornam meses. 

Em princípio, achei que Ronan poderia se tornar namorado de Clem de verdade, e só as páginas dirão se isso se tornará fato ou não, mas a realidade é que Clemency só pensa em Sam, que continua com sua irmã. Paralelamente a isso, temos outras histórias se desenrolando, outros desencontros acontecendo na pequena St. Carys (ou se resolvendo).

Agora vem o suspense: circunstâncias inacreditáveis fazem com que Belle não seja mais namorada de Sam. Tcharam: será que Clem está disponível para ele? E será que ambos agora poderão ser felizes? Nananinanão, temos a promessa das irmãs, esqueceu? Pois Belle não.

Ah, e se está achando que, por causa disso, você pode ficar com o Sam, pode esquecer. Porque aposto que você estava pensando nisso, não? Estava esperando que eu dissesse que tudo bem, fique à vontade, ele é todo seu? Bom, não vou fazer isso! Por que deveria? Não mesmo, está ouvindo? Você fez uma promessa e vai ter que cumprir. Você não vai ficar com ele.

Realmente Belle é uma personagem que dá nojo, mas já aviso que ela não é de todo má e que terá o merecido final feliz, assim como vários outros personagens. E sobre o final feliz de Sam e Clem? Será possível? Leia para descobrir.

Desencontros à Beira-mar é uma história deliciosa, para se ler quando se deseja espairecer. Um romance leve, que avaliei com nota máxima por seu toque de diversão misturado ao suspense e à paixão.

Ficha técnica:
Autor: Jill Mansell
Editora: Arqueiro
Ano: 2019
Páginas: 336

6 comentários

  1. Ai ai ai, triângulos amorosos costumam me deixar apreensiva, mas se você curtiu, tem grandes chances de a história me encantar também. Já comprei o livro, pois me encantei com esse novo selo da editora Arqueiro. Agora é so esperar chegar pra ler!!

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    1. Não chega a ser triângulo amoroso, Fer, são apenas desencontros. Não vou dizer spoiler, mas os personagens são fiéis uns aos outros o tempo todo. Eles se desencontram e depois se encontram certinho hahaha

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  2. Oi Fê! É uma pena quando a sinopse não retrata bem a história do livro. Mas eu adorei a parte que você fala que o livro é realmente cheio de encontros e desencontros, com uma paixão que parece impossível e promessas que envolvem grandes dramas familiares. Adoro quando um personagem nos causa aversão e até nojo e gostei de saber o que o livro tem toques de diversão! Já quero ler. Beijos! Karla Samira

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  3. Oi Fê! Gente, admito que a sinopse me deixou bem confusa e pela sua resenha já fiquei com raiva a tal Belle, rsrs. Parece uma aventura interessante e apaixonante, mas se fosse julgar apenas pela sinopse, eu com certeza deixaria passar. Beijos!

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  4. Vale a pena ler a série como um todo, porque são três livros muito bons. A Belle dá nojo, mas depois a gente até que gosta um pouquinho dela hahha Beijos.

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