Resenha: Pax

09 maio 2019
Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas. Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, de explorar sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos. Pax emociona o leitor desde a primeira página. Um mundo repleto de sentimentos em que natureza e humanidade se encontram numa história que celebra a lealdade e o amor.

A sinopse deste livro foi bastante completa, praticamente uma resenha. Ainda bem que não a li, porque ela conta muitas coisas que eu descobri pela leitura, e acredito que me incomodaria saber delas antes disso. 

Desde já eu digo que é um livro excelente, mas que me incomodou pelo final. É uma linda história, de amadurecimento, de descobertas, mas o fim não aconteceu como eu queria. Como disse, fiquei bastante incomodada com ele, tanto que conversei com meu marido, senti a necessidade de desabafar com ele sobre o assunto.


Contei a ele do que o livro se tratava e nossa conversa foi extremamente boa, porque ele entendeu o ponto de vista da autora. Eu até hoje, quase dois meses depois, ainda me sinto incomodada, mas entendi o que Sara quis dizer. Aceitei o final, mas ainda me aperta o coração. Em nossa conversa, cheguei a encher os olhos de lágrimas, então não é uma sensação boa. 

Contudo, resolvi resenhar Pax porque, como disse, é uma linda história de amadurecimento, de descobertas, e faz todo sentido com a nossa vida. Com o crescer, o sair de casa. É triste ver Peter e Pax separados, mas ambos conseguiram sobreviver longe um do outro, e superaram as dificuldades. 

Então, não, Pax não é um conto de fadas, e pode ser que tenha final feliz. Afinal, cada um entende de uma forma, aceita da maneira que quer, e pode ser que você acredite que o final que Peter e sua raposa tiveram foi feliz. Para mim, não foi, mas isso já deixei bastante claro.

Aliás, ao relembrar a história para você, percebo que deixei a irritação apenas adormecida, e que ela retornou um pouco agora. Mas, após toda a análise que fiz com o Fabiano, entendo melhor o que Sara pretendeu com o livro.

Se eu o recomendo? Certamente! Adoraria conversar com você sobre o livro, especialmente sobre o final. Se você já leu Pax, venha conversar comigo!

Não sei explicar muito bem o porquê, mas não separei nenhuma citação durante a leitura do livro. Eu pensava em salvar algum trecho, mas esperava outro melhor, e acabou o livro e eu não destaquei. 

Mas não pense que Pax é ruim, porque é uma história que remete à reflexão, a lições de vida, e a muitos ensinamentos. Acredito que não somente Pax e Peter amadureceram, mas nós também recebemos um pouquinho de amadurecimento com a leitura.

                                                                           
Ficha técnica:
Editora: Intrínseca
Autor: Sara Pennypacker
Ano: 2016
Páginas: 288
Skoob: Pax

2 comentários

  1. Ja faz tempo que esse livro esta na minha lista de desejados, pois acho a edição maravilhosa. Mas lendo agora sua resenha fico bem receosa de encarar essa história, pois confesso que gosto de um final feliz e bem resolvido. Mas, pretendo ler um dia, até pra podermos conversar sobre esse final; fiquei intrigada!!

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    1. Ah, leia mesmo, depois vamos marcar um café para conversarmos sobre Pax.

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