Resenha: Jardim de Inverno

06 junho 2019
Meredith e Nina Whiston são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou em casa para cuidar dos filhos e da família. A outra seguiu seus sonhos e viajou o mundo para tornar-se uma fotojornalista famosa. No entanto, com a doença de seu amado pai, as irmãs encontram-se novamente, agora ao lado de sua fria mãe, Anya, que, mesmo nesta situação, não consegue oferecer qualquer conforto às filhas. A verdade é que Anya tem um motivo muito forte para ser assim distante: uma comovente história de amor que se estende por mais de 65 anos entre a gelada Leningrado da Segunda Guerra e o não menos frio Alasca. Para cumprir uma promessa ao pai em seu leito de morte, as irmãs Whiston deverão se esforçar e fazer com que a mãe lhes conte esta extraordinária história. Meredith e Nina vão, finalmente, conhecer o passado secreto de sua mãe e descobrir uma verdade tão terrível que abalará o alicerce de sua família… E mudará tudo o que elas pensam que são. “Difícil não rir um tanto e chorar ainda mais com a história de mãe e filhas que se descobrem no último momento.” – Publishers Weekly. A história que sua mãe conta é como nenhuma outra já ouvida por elas antes — uma história de amor cativante e misteriosa que dura mais de sessenta anos e parte da Leningrado congelada e devastada pela guerra até o Alasca, nos dias atuais. A obsessão de Nina por esconder a verdade as levará a uma inesperada jornada ao passado de sua mãe, onde descobrirão um segredo tão chocante, que abala a estrutura da família e muda quem elas acreditam ser.
  
Olhem o tamanho desta sinopse! Ainda bem que não a li, porque teria perdido toda a graça da história! Contou demais, porque eu gosto de descobrir as situações aos poucos, não já de cara.

Kristin Hannah se tornou uma das minhas autoras favoritas após a leitura de As Cores da Vida, primeiro romance dela que li. Todas as suas histórias são apaixonantes, mas repletas de dramas. Sempre digo que ela toma chá da tarde com o Nicholas Sparks, outro autor entre os meus preferidos. 

Então, devagarzinho, pretendo ler todos os romances dela, assim como faço com os livros dele. Só preciso preparar meu psicológico! Risos. Mas vamos à história!



Meredith é a filha que sempre esteve perto dos pais. Ela assumiu os negócios da família, e mesmo após constituir família, sempre morou próximo deles e da empresa. Não aconteceu o mesmo com Nina, que viaja o mundo para fotografar cenas de guerra. Ela não é de se apegar e passa vários meses fora de casa, talvez fruto da frieza de sua criação, por parte da mãe.

Tudo começa a mudar quando o pai das meninas está para morrer. Ele as chama e pede, no leito de morte, para que elas cuidem da mãe e que insistam para que ela conte toda a história que as meninas ouvem desde crianças. Ou seja, a história está incompleta, mas Anya sempre as fez acreditar que era o fim. Então, o que as irmãs acreditavam ser um conto de fadas está longe de ser isto, pelo contrário.

Após a morte do pai, Nina dá um tempo em seu trabalho e passa seus dias com a mãe e a irmã. A bem da verdade, as três nunca se deram bem, porque Meredith acusa Nina de fugir das responsabilidades, e Nina acusa a irmã de ser protegida e outras coisas mais, e ambas acusam a mãe de frieza. Então, imagine as três frequentemente no mesmo ambiente, sofrendo luto, no meio do inverno. 

Chega a ser irritante até a metade do livro, porque a mãe se torna um saco. Ela é bastante idosa e não colabora com suas filhas, e muitas vezes é encontrada fazendo loucuras, como ficar com poucas roupas na parte de fora da casa, no jardim de inverno, entre outras. Mas tudo tende a mudar no meio do livro, quando, adivinhem? A mãe conta a história tão solicitada.

É aí que começamos uma viagem no tempo, e ficamos completamente (ainda mais) envolvidos na leitura. Conhecemos uma família muito sofrida, passando todas as dificuldades possíveis, em meio a Segunda Guerra Mundial. E o pior é que apesar de sabermos que Anya está envolvida na família, não sabemos quem ela é na história. É muito bom!

Ou seja, Jardim de Inverno é mais um livro excelente de Kristin Hannah, e eu o recomendo muito. Além da capa linda e atraente, a história também é muito boa, e nos mostra que apesar das dificuldades familiares, o laço de sangue que une as pessoas é muito forte, indestrutível.

Leia o livro, assim como todos os outros da autora, para se apaixonar por romances dramáticos. Prepare o seu psicológico e um bom tempo livre, porque a gente não consegue parar de ler os livros da Kristin!

Mais uma vez não terei trechos, porque este livro ainda estava no Kindle anterior (tenho vários lidos e não resenhados lá). É uma pena, porque eu li ao mesmo tempo o físico e o digital, mas deixei as anotações no Kindle porque achei mais fácil. Em compensação, deixo uma foto do meu Paçoca para você, que quis aparecer quando fotografei o livro.

  
Ficha técnica:
Autor: Kristin Hannah
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013
Páginas: 416

Semana que vem eu volto com mais uma resenha de lançamento da Arqueiro, para fechar minhas opiniões sobre a série Romances de Hoje. Não perca!

2 comentários

  1. Oi Fê! Assim como você eu também amo essa altura bem como Nicolas Sparks. Ainda não li as cores da vida mas já foi para a lista imediatamente. Eu simplesmente amo esse livro e está na minha lista de favoritos. É lindo e triste ao mesmo tempo ler as páginas do luto delas e da revelação dos dramas que a mãe guardou por tanto tempo consigo. Eu me lembro de ter me emocionado muito, assim como em O lago místico, que também indico a leitura. Beijos! Karla Samira

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    1. Ah, O Lago Místico acho que até tenho no Kindle! Menina, As Cores da Vida está entre os melhores livros da vida! Kristin é admirável, e este romance é muito envolvente. Beijos.

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