Resenha: Um Cavalheiro a Bordo

25 julho 2019
Ela estava no lugar errado…Durante um passeio pela costa, a independente e aventureira Poppy Bridgerton fica agradavelmente surpresa ao descobrir um esconderijo de contrabandistas dentro de uma caverna. Mas seu deleite se transforma em desespero quando dois piratas a sequestram e a levam a bordo de seu navio, deixando-a amarrada e amordaçada na cama do capitão. Ele a encontrou na hora errada…Conhecido entre a alta sociedade como um cafajeste e um corsário inconsequente, o capitão Andrew James Rokesby na verdade transporta bens e documentos para o governo britânico. No meio de uma viagem, ele fica assombrado ao encontrar uma mulher na sua cabine. Sem dúvida sua imaginação está lhe pregando peças. Mas, não, ela é bastante real – e sua missão para com a Coroa o deixa preso a ela. Será que dois erros podem acabar no acerto mais maravilhoso de todos? Quando Andrew descobre que Poppy é uma Bridgerton, entende que provavelmente terá que se casar com ela para evitar um escândalo. Em alto-mar, as disputas verbais entre os dois logo dão lugar a uma inebriante paixão. Mas depois que o segredo de Andrew for revelado, será que ele conseguirá conquistar o coração dela?

Fernanda  e seus dramas com sinopses. Esta contou demais, é claro, mas até entendo porque realmente foi preciso dizer um pouco mais para explicar a história. Mas, mais uma vez, digo que contou demais e agradeço por não ter lido antes.

Se você não tinha ouvido falar ainda de Um Cavalheiro a Bordo, saiba que é o terceiro volume da coleção Os Rokesbys. No primeiro, George teve seu final feliz com Billie Bridgerton, em Uma Dama Fora dos Padrões. No segundo, Um Marido de Faz de Conta, Edward Rokesby, o irmão do meio, conhece e se apaixona por Cecilia. 

Agora, temos uma história linda e emocionante entre mais um Bridgerton e um Rokesby. É a vez de Andrew, o caçula da família, se apaixonar perdidamente por Poppy, prima de Billy do primeiro romance. Vamos à história?


Poppy é uma moça aventureira, que não se conforma com as injustiças cometidas às mulheres (por que elas não podem aprender a nadar, por exemplo?). Quando estava hospedada na casa de sua amiga, que estava grávida de vários meses, portanto não poderia caminhar tanto quanto sua hóspede gostaria, resolveu sair pelas redondezas e conhecer o lugar. 

Claro que Elizabeth enviou uma acompanhante, pois Poppy é uma dama e não pode sair desacompanhada, mas a garota conseguiu despachar a governanta e se aventurou sozinha pela região.

Em um belo dia, Poppy vai passear ao mar. E lá ela descobre uma caverna em meio às rochas. Mal sabia ela que aquela caverna seria a mudança drástica em sua vida, pois, mais do que algumas caixas, Poppy encontra dois marinheiros. 

Eles a levam para o navio onde estão embarcados, para decisão do capitão Andrew. Afinal, agora o esconderijo foi descoberto, e Poppy é cúmplice. Ela precisa desaparecer, senão o local não poderá mais abrigar documentos secretos, que precisam ser retirados em alguns dias.  

Sendo assim, nossa protagonista parte em uma aventura de quinze dias para Portugal, com nada mais do que a roupa do corpo, juntamente a vários marinheiros. E para a sua proteção e segurança, fica trancada na cabine do capitão. A reputação de Poppy estará destruída ao final da viagem, é claro, mesmo ao lado de um cavalheiro como Andrew. Ele, aliás, apesar de achá-la uma pedra no sapato, depois de alguns dias começa a mudar o seu pensamento.

Poppy Bridgerton era muito irritante e inteligente demais, não combinava com aquela paz de espírito que ele sentia no momento. Era um inconveniente misturado com desastre iminente. No entanto, ele sorria sempre que pensava nela (o que, maldição, era o tempo inteiro).

Mas a reputação de Poppy será a menor preocupação dos dois. Afinal, Andrew é agente secreto da Coroa, ele é muito mais do que um simples comerciante. E eles não têm dúvidas do perigo que os aguarda em Portugal. Suas vidas correm risco iminente, e quanto mais Poppy souber, mais risco ela terá. 

É improvável  que a senhorita torne a ver o capitão James. -Mas...O sr. Walpole a silenciou com um gesto. Gostando disso ou não, o melhor para a segurança nacional é que ele não tente procurá-la. Se a senhorita é incapaz de seguir ordens não faz diferença, porque posso assegurá-la de que o capitão não é. 

Como tudo se resolverá, só lendo para descobrir.

E se você aguarda uma conexão com os Bridgertons da série, em Um Cavalheiro a Bordo nós temos!  

O primo Edmund havia se casado muito cedo - tinha 19 anos recém-completos. Mas ele e a esposa pareciam muito felizes e esperavam o segundo filho. O casal morava perto de Aubrey Hall, em um solar charmoso que ganharam de presente dos pais de Edmund. - Se for menino, se chamará Benedict - falou lady Bridgerton.

Eu estou gostando cada vez mais da série. A cada livro, ela melhora! É a Julia que nós vimos em Os Bridgertons, depois de muito tempo!

Ficha técnica:
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Ano: 2019
Páginas: 288

Semana que vem eu  voltarei com uma resenha imperdível: o primeiro livro da Trilogia das Flores, de Nora Roberts. Não perca!

6 comentários

  1. Ja adorei a Poppy, pela sua resenha, mas so li o primeiro dessa serie, então ainda preciso ler o segundo antes. Gostei muito de Uma dama fora dos padrões, então tem tudo pra gostar doa próximos também. Andei meio relapsa com os romances de época, mas li recentemente o 3 da série da Mary Balogh dos Sobreviventes, então aos poucos quero voltar a ler. Esse está na fila e fiquei mais interessada agora! Adorei a resenha, parabéns!!

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    1. A Poppy é uma mocinha revolucionária e destemida, que corre atrás do que quer. A Cecília do segundo livro também, e garanto que você vai adorar as duas!

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  2. Oi Nanda! Já estava querendo muito ler essa série e sua resenha me deu ainda mais vontade, mas como tem Bridgertons no meio me deixa um pouco chateada em pensar que antes de chegar nestes terei que ler aqueles muitos antes. Espero algum dia criar coragem! rs
    Beijos

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    1. Na verdade, são Bridgertons antes dos que fazem parte da série. A Billie e a Popppy fazem parte de um ramo mais antigo, e são de primos daqueles. É por isso que a série se chama Os Robeskys, porque o foco é a família Rokesby. Você pode ler tranquilamente sem conhecer os outros personagens daquela série!

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  3. Oi Fê! Pelo visto, mais uma deliciosa obra da Júlia heim? Fiquei curiosa com a história da personagem no navio por 15 dias, bem como para saber se e como acontece o romance. Que delícia de história, vai para minha infindável lista. Beijos.

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    1. Sim, e uma obra muito deliciosa! Um dos melhores romances dela até então! Beijos.

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