Resenha: Vermelho, Branco e Sangue Azul

08 novembro 2019
Sinopse: Quando sua mãe foi eleita presidenta dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz se tornou o novo queridinho da mídia norte-americana. Bonito, carismático e com personalidade forte, Alex tem tudo para seguir os passos de seus pais e conquistar uma carreira na política, como tanto deseja. Mas quando sua família é convidada para o casamento real do príncipe britânico Philip, Alex tem que encarar o seu primeiro desafio diplomático: lidar com Henry, irmão mais novo de Philip, o príncipe mais adorado do mundo, com quem ele é constantemente comparado ― e que ele não suporta.O encontro entre os dois sai pior do que o esperado, e no dia seguinte todos os jornais do mundo estampam fotos de Alex e Henry caídos em cima do bolo real, insinuando uma briga séria entre os dois. Para evitar um desastre diplomático, eles passam um fim de semana fingindo ser melhores amigos e não demora para que essa relação evolua para algo que nenhum dos dois poderia imaginar ― e que não tem nenhuma chance de dar certo. Ou tem?
Hello pessoas, tudo certinho?!?! Hoje venho falar com vocês sobre um dos melhores livros que li esse ano, sem sombra de dúvidas. Já me arrependi amargamente de ter comprado e-book e não o livro físico. Venha comigo.

O que fazer quando você é o filho da Presidenta dos EUA, odeia o príncipe britânico, mas por um descuido catastrófico você precisa posar de melhor amigo?!?! Com certeza muita merda, né?!?! E é exatamente isso que acontece com Alex e Henry. Anos de comparação entre eles pela imprensa sensacionalista, e uma animosidade conseguida através de um comentário faz com que a relação deles seja impossível.


"É inacreditável como milhares de pessoas acompanham a vida amorosa incrivelmente sem graça dos irmãos da realeza. Ele até entende que as pessoas liguem para onde ele enfia a língua  - pelo menos, Ele, tem personalidade."
Da mesma forma que nem tudo que reluz é ouro,  nem toda animosidade é real, e aos poucos vamos conhecendo a personalidade de cada um desses jovens e vemos o quanto é difícil para cada um deles serem quem são,  estando onde estão. E é uma caminhada árdua assumirem seus verdadeiros "eus" e aqui mora a beleza dessa obra. A reflexão em torno do que os jovens querem e precisam, versus a necessidade de suas famílias de que eles ocupem o seu "lugar" a qualquer custo.

Henry precisa sempre ser perfeito, nada de demonstrar sentimentos ou fraquezas, porque isso não atende ao trono britânico e nem as expectativas que sua avó criou. Sua mãe,  desde que o pai falecera, esqueceu que tem filhos e tem se limitado a deixar com que sua mãe tome as rédeas de seus filhos. Philip, o perfeito sucessor ao trono. Henry o garoto problema que está crescendo, Bea que é uma jovem promissora que encontrou o que faltava em sua vida nas carreiras de cocaína. 
"O que você está defendendo aqui, Philip? Que tipo de legado? Que tipo de família..."
Okay, sou só eu ou vocês também acompanharam o nível de deboche da autora nessa constituição da família Real??? A galera mais novinha com certeza não conhece os babados protagonizados na década de 80 por Sarah Ferguson e a falecida Lady Diana, dá uma "googlada" e acompanhe os bafos de 40 anos atrás e entendam o que eu quis dizer.

Mas voltando ao livro, Alex é um cara sonhador e muito otimista em relação ao seu lugar no mundo, nunca assumiu ser bissexual, mas porque não tinha encontrado o momento certo. E obviamente porque estava pensando na reeleição de sua mãe.  Mas a imprensa sensacionalista fez isso por ele. E por Henry. E se instaura aí a maior confusão diplomática de todos os tempos.
"No fundo, Alex sabe que política envolve ser simpático com pessoas que você odeia."
Com temas atuais, referências Pops maravilhosas e acima de tudo, com uma escrita cativante, é impossível largar esse livro antes de devorar cada uma das páginas. A autora aborda temas extremamente atuais na corrida ao maior cargo dos EUA, mostra quão antiquado é se manter a monarquia nos moldes da britânica,  mostra que para se ganhar vale tudo, mesmo destruir a vida de dois jovens, masssss, gracas aos céus é um livro de ficção, então leva um tempo, mas a gente chega no final feliz!!! (assim como no livro, aqui você ouve a introdução de Bills, Bills Bills do Destiny's Child) leia o livro e você entenderá a piada interna.


"Quem foi que decidiu que a política precisa ser sobre mentir, se esconder e ser algo que você não é?"
A autora diz em seus agradecimentos que sua intenção foi ser uma faísca de alegria e esperança, pois ela alcança esse objetivo lindamente. Você dá boas risadas, sofre junto com os protagonistas, torce por eles, se apaixona por eles por suas irmãs,  sério June e Bea são maravilhosas. E ainda tem Nora, que nos deixa um minutinho com o pé atrás com ela, mas que é literalmente a salvadora da pátria, por assim dizer.
"Mas a verdade também é simplesmente a seguinte: o amor é indomável. "
O livro está concorrendo, merecidamente, a duas categorias no GoodReads Choice Awards, como melhor Romance e como melhor estreia. Se vocês quiserem votar é só clicar no link: http://bit.ly/GRChoiceAward

E sim essa é uma leitura mais que recomendada. Eu simplesmente me apaixonei pela escrita da autora.

Até mais!!


Nenhum comentário

Postar um comentário