Resenha: A Sala das Borboletas

05 dezembro 2019

Posy Montague está prestes a completar 70 anos. Ela ainda vive na Admiral House, a mansão da família onde passou uma infância idílica caçando borboletas com o pai e onde criou os próprios filhos. Porém, a casa está caindo aos pedaços e Posy sabe que chegou a hora de vendê-la. Em meio a essa angustiante decisão, ela precisa lidar com os dois filhos, tão diferentes entre si. Sam é um fracasso nos negócios e, a cada empresa falida, se torna um homem mais amargo. Já Nick, o mais novo, retorna de repente à Inglaterra depois de dez anos morando na Austrália, fugido de uma decepção amorosa. Para completar, Posy reencontra Freddie, seu primeiro amor, que agora deseja explicar por que a abandonou cinquenta anos atrás. Ela reluta em acreditar nessa súbita afeição, percebendo que ele tem um segredo devastador para revelar. Mesclando narrativas do presente e do passado, A sala das borboletas mais uma vez mostra a habilidade de Lucinda para criar uma saga familiar inesquecível.

Lucinda é uma das minhas autoras favoritas, se você me conhece,  sabe disso. O que me atraiu em seus romances foram as belíssimas capas, mas depois as histórias em si, que são todas muito envolventes e possuem uma característica que eu adoro: a alternância, entre os capítulos, de passado e presente. 

Neste ano, eu estava mais ansiosa para receber a continuação da série As Sete Irmãs (aparentemente falta somente a história de Electra), mas é claro que não deixaria um lançamento de Lucinda passar batido. E pasmem: estamos falando, na minha opinião, do melhor livro da autora, até o momento. E lembre-se de que todas as histórias dela são ótimas, daquelas de você não querer terminar de ler, ou de querer esquecer somente para começar de novo. 


A alternância entre passado e presente, desta vez, acontece apenas com a Posy. No início do livro ela tem sete anos, e no presente já está prestes a completar setenta. Então, o passado envolve Posy pequena, adolescente, jovem e adulta, até chegar à terceira idade. É uma pessoa que você deseja conhecer desesperadamente, sabe?

A vida de Posy não foi nada fácil. Ela perdeu o pai muito jovem, poucos meses depois do início da história, e foi morar com a avó na zona rural, já que sua mãe nunca quis saber dela. É uma pessoa que nos dará ódio, e eu afirmo que o sentimento aumenta com o passar do tempo, quando segredos serão relevados. Sua avó, pelo contrário, é alguém fundamental na vida de Posy, felizmente, e que sempre a apoiou em tudo.

Posy é muito inteligente, e sua busca pelo saber a levou longe. Porém, depois de um tempo ela voltará para a Admiral House, casa da família há vários séculos, onde morou até os sete anos. A mansão foi palco de muitas histórias do passado e do presente, mas decisões inadequadas poderão pôr a casa em risco e fazer seus familiares perderem o sono. 

Na verdade, já recebi uma espécie de oferta. Sam, meu filho mais velho, apareceu hoje cedo e anunciou que queria comprar a casa e convertê-la em apartamentos - revelou Posy, e suspirou. - Isso me deixou em um dilema. 

Aliás, não faltarão tomadas de decisões para nossos personagens. Não somente Posy precisará tomar várias, mas também seus filhos e suas companheiras, um escritor famoso, algumas pessoas do passado, e por aí vai. A Sala das Borboletas trata do drama familiar de Posy, então acompanharemos também cenas que envolvem seus entes queridos, pessoas que certamente ganharão o seu coração.

Ah, chega de escrever sobre esse livro, porque já deu saudade. Espero que tenha convencido você a ler o romance mais novo de Lucinda, porque ele é demais. Certamente está entre os melhores do ano! 

Ficha técnica:
Autor: Lucinda Riley
Editora: Arqueiro
Ano: 2019
Páginas: 496

Semana que vem eu resenharei um livro que se passa no meu Estado, em um belo lugar que visitei em julho: a serra catarinense! 


2 comentários

  1. Admiro sua capacidade de escrever sobre os livros sem dar nenhum tipo de spoiler; é verdadeiramente um dom. Sobre esse livro concordo com tudo que você disse, é uma história encantadora, todos os personagens são cativantes ( talvez não o Sam, mas até sua história desperta a vontade de entende-lo melhor). E a Posy é realmente incrível, uma mulher de fibra, impossivel não se emocionar com a história dela. Em resumo, um livro maravilhoso, que já me fez adquirir outras obras da autora, tamanho amor que senti por essa obra. Parabéns pela resenha!

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    1. Ah, seus comentários nas minhas resenhas são como doce na boca de criança kkkkkkk. Realmente o Sam dá nojo, mas sempre tem alguém assim na família né.....coitada da Posy ter um filho assim. Ela é alguém que dá vontade de abraçar. Muito obrigada pelas suas palavras! Elas sempre me fazem muito bem.

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