Resenha: O Diário de Erasmo

30 janeiro 2020
Erasmo é um cachorro de sorte. Junto com seus amigos vive aventuras e conhece o mundo com a curiosidade de uma criança, sem preconceitos e atento a tudo. Descobre um mundo mágico que por vezes não percebemos, e emociona, ensina e diverte os leitores. Leve, poético e sensível, nos lembra que a vida é muito mágica e que a amizade é um lindo sentimento.

O Diário de Erasmo foi a minha última leitura de 2019, lido em um dia: 31 de dezembro. Sou chata e gosto de começar o ano com leitura nova, e tinha terminado um livro um dia antes. Sendo assim, escolhi essa leitura porque tinha boas recomendações, é um livro leve (gênero infantil) e possui apenas 167 páginas. 

Contudo, O Diário de Erasmo excedeu as minhas expectativas. O livro inclusive me levou às lágrimas e tive que desabafar com meu marido, porque fiquei bastante triste e até um pouco frustrada.




Sem dizer muito, mas a obra também trata de um assunto importante, inevitável e muito triste. Erasmo precisa lidar com a morte de alguém no livro, algo pela qual todos somos obrigados a passar, mas que me abalou bastante. Não sou de chorar com leituras, mas nessa eu chorei! 

Erasmo é um vira-lata caramelo que estava para adoção, e foi para a casa de um homem que já possuía outro cachorrinho, o Jack. Nosso protagonista é inocente, não conhece nada da vida, contudo tem em Jack muito mais do que um companheiro de aventuras: um professor. Jack é muito sábio, e Erasmo tem sorte de tê-lo em sua vida.

Os amigos, Erasmo, são a família que a vida e o tempo nos dão. Existe a família que nascemos e a família que nós conquistamos. 

O livro é repleto de momentos assim, de aprendizados. Jack e Erasmo não são sozinhos, eles têm a companhia esporádica de outros cães, formigas, borboletas, pulgas, enfim, de outros animais, e também de outras pessoas, como o pessoal do pet shop e a amiga do papai, que vem cuidar dos cachorros quando ele viaja.

A segunda citação não poderia ser outra, sobre a morte que entristece a vida de Erasmo (e abalou a minha).

- Eu não quero te dizer adeus. 
- Isso não conseguiremos mudar. Mas, se você se sentir melhor, diga tchau, afinal, eu vou estar sempre com você.

Num primeiro momento, fiquei com raiva por Robson Cuer ter colocado a morte em um livro infantil tão bonitinho, que prometia ser leve. Contudo, entendi que faz parte da nossa vida, que é inevitável, e que o autor trouxe um modo inteligente de lidar com algo tão difícil.

O Diário de Erasmo é um livro que recomendo para todos, não somente para crianças. A leitura dele nos enriquece e traz diversos ensinamentos sobre a vida e por tudo o que passamos no decorrer dela.

Ficha técnica:
Autor: Robson Cuer
Editora: Coerência
Ano: 2018
Páginas: 167
Skoob: O Diário de Erasmo

A resenha da semana que vem provavelmente será de um livro de Nora Roberts, minha primeira leitura de 2020. Acompanhe!

2 comentários

  1. Fernanda, lembre-se: apesar de tudo a vida é mágica!

    Obrigado pelas palavras!!

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